Terça-feira, Agosto 12, 2008
Segue link para apreciação. Relativo ao jornalismo em períodos de campanhas eleitorais: http://www.opovo.com.br/opovo/opiniao/811138.html
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Quinta-feira, Junho 19, 2008
Prezado internauta,
Como estamos em període de campanha, eleições 2008, eu venho participar a minha ausência durante algum tempo deste espaço. Sei que ando bem distante deste blog. Mas, quero justificar o fato por estar escrevendo em outro blog: http://olharonline.blogspot.com/
Grata pela atenção.
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Quarta-feira, Maio 28, 2008
PARTICIPAÇÃO CEARENSE
Nordeste Invest gera negócios
Litoral do Ceará é alvo para o desenvolvimento do turismo e do setor imobiliário do Estado (Foto: Cid Barbosa)
Começa hoje a 3ª edição do maior evento de investimentos turísticos e imobiliários do Brasil, o Nordeste Invest 2008. Durante três dias, o Centro de Convenções de Pernambuco, em Recife, será cenário para importantes rodadas de negócios e palestras.
Pela dimensão do evento e importância tanto do turismo, como do setor imobiliário, como ferramentas de desenvolvimento para a Região, o Diário do Nordeste saiu à frente e lança hoje, o caderno especial ´Ceará — Paraíso do Investimento´, em alusão ao Estado.
A estrutura do evento foi planejada para propiciar um ambiente de interação entre os participantes. Para empresários brasileiros, a intenção é que seja momento ideal para estes realizarem contatos com grupos internacionais, sem precisar deslocar-se para o exterior. E, para os estrangeiros, será uma oportunidade para conhecer o que o Brasil oferece, quando se fala em turismo e mercado imobiliário.
Oportunidade
Além do estande da Secretaria de Turismo do Estado do Ceará (Setur), empresas cearenses também marcarão presença na capital pernambucana. ´É um evento muito importante para o Ceará. Estamos tentando sediá-lo em 2010´, afirma o secretário de Turismo, Bismarck Maia. ´ Sua realização é uma oportunidade para discutir o mercado de investimentos no Nordeste, fluxo de capitais e conversar com os investidores´, completa.
Palestras
O Nordeste Invest trará mais de 50 palestrantes brasileiros e de outras nacionalidades. Os debates, realizados simultaneamente em três auditórios, serão sobre estratégias de negócios com os principais países europeus.
Dentre os temas estão: cenário econômico brasileiro e o impacto no turismo e no mercado imobiliário; o que fazer para o Nordeste se transformar em um destino turístico de luxo?; o mercado imobiliário internacional de segunda residência; a visão da hotelaria sobre o desenvolvimento turístico do Nordeste. No encerramento do evento, está programada palestra com o ministro das Relações Institucionais, José Múcio Monteiro e com os governadores de Pernambuco, Eduardo Campos, de Alagoas, Teotônio Vilela e o cearense, Cid Gomes. Na ocasião, o assunto do debate será: o Nordeste pode se transformar em um dos mais importantes destinos turísticos do mundo?
Rodada de negócios
Um dos pontos altos do encontro será a rodada de negócios, que contará com cerca de 30 empresas internacionais como âncoras. Organizações de Portugal, Espanha e Reino Unido já confirmaram presença.
As reuniões pré-agendadas, entre compradores e ofertantes terão duração média de 30 minutos e podem resultar em parcerias entre empresas nacionais e de outras nacionalidades.
Exposição
O salão de exposições que, para este ano, teve espaço físico triplicado, somando agora mais de 1,5 mil metros quadrados de área construída, contará com aproximadamente cem expositores. Estão confirmados nomes como: Intercontinental Hotels Brasil, Construtora Norberto Odebrecht, Construtora Castelo Branco, Aquiraz Riviera, Salão Imobiliário de Lisboa, Salão Imobiliário de Madrid, dentre outros.
PROMOÇÃO
Ceará quer atrair mais turistas argentinos
Mais argentinos de férias no Ceará é um dos objetivos da Secretaria de Turismo do Estado (Setur). Para atrair esse público, a pasta participa de dois eventos promocionais em Buenos Aires, capital da Argentina. Hoje, acontece a terceira etapa do TAM Show 2008. De 8 a 18 de junho, o Road Show Interior Top Dest percorrerá várias cidades do país. Segundo o secretário Bismarck Maia, a idéia é resgatar a imagem do Ceará como destino no mercado argentino, além de estimular e fortalecer o fluxo turístico. Com a participação no TAM Show, a Setur visa aumentar as vendas de pacotes turísticos para o Ceará na baixa estação, estabelecendo contato direto com agentes de viagens e com o público final. O Road Show é voltado, exclusivamente, para profissionais de turismo. Serão distribuídos material informativo, mapas em espanhol e brindes.
Em 2007, os argentinos representaram 10,35% dos turistas estrangeiros no Ceará.
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Quinta-feira, Abril 24, 2008
Uece pesquisa vacina contra dengue
(FONTE DIÁRIO DO NORDESTE EM 24 DE ABRIL DE 2008)
O Ceará é o único Estado brasileiro a desenvolver uma vacina tetravalente à base de proteína contra a dengue
Pesquisadores do Laboratório de Bioquímica Humana da Universidade Estadual do Ceará (Uece) desenvolvem, desde 2003, uma vacina tetravalente contra a dengue. A falta de recursos financeiros está impedindo o avanço das pesquisas, de acordo com a coordenadora dos Projetos do Vírus da Dengue da Uece, Maria Izabel Florindo Guedes. Ela calcula que seriam necessários R$ 500 mil para equipar o laboratório e realizar as outras etapas da pesquisa para obter a vacina.
Segundo a doutora em Bioquímica, os resultados obtidos até o momento são promissores para a produção de uma vacina tetravalente contendo em sua estrutura uma proteína comum aos quatro tipos do vírus da dengue. “Se recebêssemos apoio, poderíamos produzir a vacina em cinco anos ou até em menos tempo”, argumenta Izabel Guedes.
(...) Leia matéria na íntegra no site do jornal: http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=531767
Grifo meu: a pesquisadora cauculou que seríam necessários R$ 500 mil para equipar o laboratório, um pouco mais doque o governador do estado gastou com o fretamento do jatinho que custou R$ 388,5 mil na polêmica viagem que fez no carnaval desta ano.
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Sexta-feira, Abril 11, 2008
Wanderley Guilherme dos Santos: Nasceu no Rio em 13 de outubro de 1935.
• Graduou-se em filosofia na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
Foi professor visitante no Departamento de Ciência Política na Universidade de Wisconsin (1974) e doutorou-se em Stanford (1980). Hoje é professor aposentado de teoria política da UFRJ, fundador do Instituto Universitário de Pesquisa do Rio de Janeiro.
• O livro O cálculo do conflito – estabilidade e crise na política brasileira ganhou prêmio na categoria Ensaio, Crítica e História Literária pela Academia Brasileira de Letras, no ano passado.
Refrescando a memória segue as seguintes matérias.
"A lógica do blefe"
por: Eliane Lobato
Revista Isto É
Wanderley Guilherme dos Santos
Cientista político acusa PFL de
arquitetar impeachment de Lula,
prevê fenômeno Garotinho e
cobra provas contra o governo.
Wanderley Guilherme dos Santos acaba de ser consagrado um dos cinco mais importantes cientistas políticos da América Latina pela Universidade Autônoma Nacional do México. Esta é apenas mais uma condecoração deste carioca graduado em filosofia, Ph.D. em ciência política pela Universidade de Stanford e laureado pela Guggenheim Foundation. Mas uma distinção merece destaque: ele antecipou o golpe que derrubou o presidente João Goulart, em 1964, no livro Quem vai dar o golpe no Brasil. Aconselha-se, portanto, a prestar atenção em seus prognósticos. Agora, prevê que o PFL possa capitanear um pedido de impedimento do presidente Lula no fim deste ano para que ele enfrente as próximas disputas eleitorais nessa vulnerável condição. Ele afirmou que quem desconsidera “o vetor Garotinho” não está compreendendo bem a dinâmica da competição presidencial e defendeu que os deputados e senadores que não provarem suas acusações deveriam ser submetidos à comissão de ética e perder o mandato. Wanderley Guilherme dos Santos não busca meias palavras para expor ou fundamentar seu pensamento. Confira nessa entrevista a ISTOÉ.
ISTOÉ – Como será a disputa presidencial em 2006? O caixa 2 vai deixar
de existir ou será maquiado?
Wanderley Guilherme dos Santos – Na minha opinião, o PFL – que é um partido laranja do PSDB – vai pedir o impedimento do presidente Lula, com ou sem base, no final das comissões de inquérito, portanto no fim do ano. O que significa que metade de 2006 estará envolvido no processo de impedimento do presidente. A oposição tem força no Parlamento para iniciar isso. É assim que, na minha avaliação, a oposição faz seus cálculos e é nesse contexto que estão esperando fazer uma campanha presidencial: com o Lula, que é o candidato mais forte, sendo submetido a um processo de impedimento. Quem vai votar nele pensando que poderá estar impedido mais à frente? É uma manobra suja, mas viável.
ISTOÉ – Se Lula ficar fora da disputa, quem se beneficia?
Wanderley – O PSDB é um sério candidato a chegar ao segundo turno. Mas não se sabe quem vai ser o candidato. Pelo passado, sabe-se que o José Serra tem suficiente capacidade destrutiva de concorrência dentro do partido e no final ser ele próprio o candidato. Isso trará um pouco de dificuldade de coalizão com o PFL, por conta do episódio Roseana Sarney (referência ao dinheiro flagrado na empresa Lunus quando ela era forte candidata ao governo em 2002). Mas acho difícil que outro candidato, dentro do PSDB, tenha chance de batê-lo porque Serra não tem limites. Ele é um político extremamente duro, hábil. Pela imagem pública transmitida, ele é o José Dirceu da máquina do PSDB. Não tem brincadeira com ele, domina mesmo. Agora, é preciso não esquecer que existe um candidato a candidato chamado Anthony Garotinho, que disputa dentro do PMDB.
ISTOÉ – Com que chances?
Wanderley – O PMDB, como sempre, vai rachado, seja qual for o candidato. Se o Garotinho sair pelo partido significa não só mais tempo de tevê, como também mais diretórios, a infra-estrutura nacional do PMDB. Ele não é um candidato fácil. Se Lula e Garotinho forem para a disputa, o PSDB vai ter que brigar pelo segundo ou pelo terceiro lugar com o Garotinho. Não se deve brincar com o Garotinho. Ele derrotou o Serra em seis Estados em 2002, com um partido que não tinha estrutura nacional. Ele chegou em segundo lugar em seis Estados, na frente do Serra. Desconsiderar o vetor Garotinho é não compreender bem a dinâmica que a competição presidencial pode ganhar. De repente, como aconteceu em alguns momentos da campanha passada, o PSDB pode ser obrigado a virar seus canhões contra o Garotinho.
ISTOÉ – E o caixa 2, como ficará?
Wanderley – Acho difícil deixar de existir porque faz parte da competição. Existe em todos os países democráticos nos quais a competição é acirrada. O problema é conseguir restringir isso, não expor partes fundamentais do Estado nesse jogo e, sobretudo, fiscalizar e punir. Não fazer vista grossa. Mas há que se perder a inocência, a pretensão de que é possível fazer uma legislação capaz de proibir o caixa 2. Esse caminho não leva a nada.
ISTOÉ – Afinal, o mensalão existe?
Wanderley – As coisas precisam ser provadas. O destino dos saques seria para pagar acordos de campanha. Mas para pagamento de votos no Congresso é algo que deve ser provado. Não digo que não existiu, apenas que tem que ser provado. Porém, antes que isso aconteça, a oposição aumentou a aposta na crise. Disse que o mensalão era coisa menor, e tornou mais relevante o fato de o PT ter ocupado o Estado brasileiro, estabelecido a corrupção sistêmica para financiar a perpetuação do partido no poder. Isso é uma senhora acusação! É preciso ter dados muito fortes para afirmar algo dessa gravidade. E o que acontece é que, até agora, nem mesmo questões elementares foram comprovadas. Como, por exemplo, se Renilda (mulher de Marcos Valério) mentiu. Aumentaram tanto as acusações, disseram que tantas coisas já estavam comprovadas e essas autoridades – presidentes e secretários das CPIs – não desautorizaram essas afirmações peremptórias. E, agora, se chegar à conclusão de que não houve, por exemplo, pagamentos regulares tendo em vista a compra de votos, como é que fica?
ISTOÉ – Como deveria ficar a situação dos acusadores?
Wanderley – Se eles mentiram para a opinião pública, difamaram colegas, afirmaram inverdades, caluniaram partidos, deveriam responder ao Conselho
de Ética e perder o mandato.
ISTOÉ – Quem são esses deputados e senadores?
Wanderley – Eu já mencionei e não gostaria de ficar repetindo como se fosse
uma coisa pessoal. Mas todos sabem: são aqueles que se sentam na frente
(na CPI), sãos os primeiros a falar, a esganiçar, são muito eloqüentes,
enfáticos, e também são sempre os últimos a falar porque se reinscrevem
para a despedida dos holofotes.
Comparação de 100 indicadores vê diferenças entre governos Lula e FHC
30/06/2005
O governo Lula é melhor do que o governo de Fernando Henrique Cardoso? Parece que sim, para 48% da população brasileira, conforme mostrou o Ibope divulgado em 17 de junho. A série histórica da pesquisa – encomendada desde setembro de 2003 pela Confederação Nacional da Indústria – indica que esse resultado positivo não é uma situação ocasional registrada agora, quando Lula atravessa, por sinal, uma tormenta política. A vantagem do governo petista sobre o tucano tem sido freqüente. Já foi maior (55% em setembro de 2003) e menor do que agora (em junho de 2004 baixou para 42%).
Política econômica.
Os juros altos prejudicam o desempenho do governo petista na cesta de índices pesquisados
Seria essa uma percepção positiva advinda de falsos milagres atribuídos aos marqueteiros? Afinal, Lula tem usado bastante a publicidade para anunciar alguns de seus feitos administrativos. Parece que não, a julgar pela comparação de 100 indicadores de desempenho governamental medidos nos dois primeiros anos dos dois governos. Nesse confronto direto – Lula vs. FHC – a vitória do petista sobre o tucano é incontestável. Assim, os números sustentam o retrato feito pelas pesquisas.
"Nos 100 indicadores de desempenho, os dois primeiros anos do governo Lula bateram os do primeiro biênio FHC em 56 deles, contra 44 médias de FHC superiores às de Lula", afirma o cientista político Wanderley Guilherme dos Santos, em texto publicado na revista Insight Inteligência, que, por mala direta, circulará a partir da terça-feira 28 para um seleto número de autoridades, políticos e intelectuais.
O objetivo de Wanderley Guilherme dos Santos é o de oferecer um cardápio capaz de atiçar um debate que vá além das suposições feitas até agora. Estabelecida a comparação entre as variações dos dois primeiros anos do governo Lula – a fase que já possui séries completas – com as variações dos dois anos do primeiro e do segundo mandato de FHC, surge o governo que apresenta os melhores resultados. A consolidação dos indicadores em três categorias – "economia", "produção" e "social" – pode ser o começo de uma reflexão sobre "qual tem sido o melhor governo". Não havia, até então, um conjunto de informações tão grande como o que foi reunido por ele.
Os números permitirão um julgamento mais consistente dos dois governos. Um que já acabou (FHC) e outro ainda em andamento.
Para Wanderley Guilherme, o resultado tira o argumento martelado pelas vozes de oposição: "É falsa a propaganda de que a gestão do atual governo inexiste ou é inepta", disse ele a CartaCapital.
Wanderley Guilherme não entra na avaliação das políticas executadas, que, em alguns casos, são iguais ou bastante próximas. Ele convoca os "sérios investigadores" a imaginar e a pesquisar as razões pelas quais "o desempenho do primeiro biênio do governo Luiz Inácio Lula da Silva foi largamente superior ao desempenho dos dois mandatos da era FHC nos dois biênios considerados".
Os resultados da pesquisa Ibope guardam uma relação expressiva com os indicadores.
No ranking do instituto, a sondagem de junho mostra que o governo tem maus resultados no capítulo do "combate ao desemprego". Para o Ibope, "as menções a esse tema, que chegaram a 17% em março, a melhor posição no ranking desde o início do governo, recuaram para 13%". Há um crescimento na desaprovação quanto ao combate ao desemprego. Ou seja, uma condenação implícita à política de juros altos, considerada pelos especialistas como o principal entrave ao "espetáculo do crescimento".
Isso está refletido na planilha dos indicadores sociais e pesa contra Lula. A pesquisa confronta indicadores de todo tipo, desde dados de desemprego e concessão de crédito até mesmo consumo de carne. Na rubrica "desemprego aberto", o governo de Fernando Henrique supera o de Lula nos dois biênios. FHC ganha também no consumo de carne e há um empate no indicador "Operações de crédito do sistema financeiro – Habitação", considerada a média dos três biênios. O governo tucano foi melhor, igualmente, na manutenção do salário mínimo real.
O governo Lula tem nítida vantagem sobre o "salário real médio – indústria", no preço do pão francês e no preço do botijão de gás. Assim como vence, na média dos biênios, em relação ao número de famílias assentadas e no custo da cesta básica. Ao final, consideradas as 16 rubricas sociais da planilha, o governo Lula supera o de FHC por 10 a 6 (quadro Melhores Indicadores por Gestão – consolidado).
Quadro.
Na categoria "economia" – em cima de uma política herdada de FHC –, a administração Lula é melhor na balança comercial, em bens de capital, na contribuição da formação bruta de capital fixo para as riquezas do País (o Produto Interno Bruto, PIB). O governo do PT leva vantagem sobre o do PSDB na diminuição da dívida interna e, por conseqüência, na relação da dívida líquida com o PIB. É melhor, na média, o desempenho de Lula na redução da dívida externa. Os tucanos estão melhores na arrecadação de IPI. Lula vence na diminuição dos índices de inflação.
No capítulo da "produção", a taxa de juros de longo prazo (TJLP) favorece Fernando Henrique Cardoso. Mas a Taxa Selic favorece o petista. O governo FHC foi melhor na "produção física – bebidas" e nas vendas de máquinas agrícolas. Lula ganha na produção de caminhões e em "máquinas e equipamentos".
No confronto dos dois primeiros anos de Lula com os dois primeiros do segundo biênio de FHC, a vantagem de Lula aumenta para 59 resultados favoráveis, em 100, contra 40 de FHC, sobrando um empate, analisa Wanderley Guilherme. Na média geral, segundo ele, o desempenho dos dois primeiros anos de Lula é superior ao dos dois mandatos de FHC em 64 dos 100 indicadores comparados.
Há duas semanas, em entrevista a CartaCapital , Wanderley Guilherme dos Santos denunciou a possibilidade de um "golpe branco", pretendido por adversários de Lula, e que seria apoiado pelos tucanos, em particular. Hoje, o cientista político revê parte de sua posição – acha que o ímpeto golpista foi amainado –, mas não deixa de fazer blague, ao considerar o resultado comparativo dos números, a popularidade que Lula ainda mantém e a eleição presidencial de 2006: "Esses números explicam as razões do golpe".
Fonte: Agência CUT
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Quarta-feira, Abril 09, 2008
"O Governo Lula fez em 3 anos e meio o que FHC/PSDB não fez em 8 anos".
DIFERENÇAS - Lula/3 anos e meio - FHC/8 anos
Número de policiais federais - 11 mil - 5 mil
Criação de empregos - 7,6 milhões - 700 mil
Média anual de empregos gerados - 1,14 milhão - 5 mil
Exportações (em dólares) - 118,3 bilhões - 60,4 bilhões
Risco País - 204 - 2.400
Inflação - 2,8% - 12,53%
Dívida com o FMI (em dólares) - Dívida Paga - 14,7 bilhões
PIB - 2,6% ao ano (até 2005) - 2,3% ao ano
Crescimento industrial - 3,77% - 1,94%
Crescimento real do salário mínimo - 25,3% - 20,6%
Valor do salário mínimo em dólares - 152 - 55
Poder de compra do salário mínimo em relação à cesta básica - 2,6 cestas - 1,4 cesta
Pró-jovem - estudo subsidiado - 93 mil (18 a 24 anos) - Não havia programa nem registro
Apoio à agricultura familiar - 7,5 bilhões - 2,5 bilhões
Investimento do BNDES em micro e pequenas empresas - 14,99 bilhões - 8,3 bilhões
Investimento anual em saúde básica - 1,5 bilhão - 155 milhões
Eletrificação rural - 3,5 milhões de pessoas - 2,7 mil pessoas
Livros gratuitos para o Ensino Médio - 7 milhões - 0
Fontes: IBGE, IBGE/Pnad (Pesquisa Nacional de Amostragem Domiciliar - desde 1994), ANEEL, Bovespa, CNI, CIESP, Ministérios Federais e Agências Regionais, SUS, CES/FGV, jornais Folha de S. Paulo, O Globo e O Estado de S. Paulo.
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Segunda-feira, Abril 07, 2008
Terceiro mandato de Lula é plano A’, diz petista
Membro do diretório nacional do PT, o prefeito de Recife, João Paulo Lima e Silva, já se anima a dizer em público algo que um número crescente de companheiros de partido sussurram entre quatro paredes: “O terceiro mandato de Lula é o plano A; Dilma é o plano B; e o plano C é quem Lula indicar.”
Expressando-se no plural, João Paulo afirma: “Trabalhamos com a perspectiva de que podemos apoiar a proposta de emenda constitucional do terceiro mandato, que será fundamental para o Brasil [...]. Vamos apoiar um terceiro mandato para o presidente Lula, para dar continuidade à grande revolução social que ele está fazendo.”
Em menos de uma semana, o prefeito petista é o quarto personagem a desfraldar, nos arredores de Lula, a bandeira do terceiro mandato. O primeiro foi o vice-presidente José Alencar (PRB). Depois dele, o deputado cassado José Dirceu (PT-SP). Na seqüência, o deputado Devanir Ribeiro (PT-SP) voltou à boca do palco para informar que apresentará, nos próximos dias, a emenda que abre uma janela para a continuidade.
João Paulo preside a FNP (Frente Nacional de Prefeitos). Nesta sexta (4), a frente realizou, em Niterói (RJ), sua 52ª Reunião Geral. Foi o repórter Ricardo Miranda, que acompanhava o encontro para o diário Correio Braziliense (só para assinantes) quem ouviu o prefeito petista sobre Lula e 2010. Vai abaixo a entrevista, veiculada neste sábado (5):
- O senhor defende o terceiro mandato?
Trabalhamos com a perspectiva de que podemos apoiar a PEC do terceiro mandato, que será fundamental para o Brasil. Acho que foi normal quando se defendeu um segundo mandato para Fernando Henrique Cardoso, por isso vamos apoiar um terceiro mandato para o presidente Lula para dar continuidade à grande revolução social que ele está fazendo.
- A bandeira é luta isolada de algumas poucas pessoas dentro do partido ou já conta com apoios de peso?
Não tratei disso diretamente com o presidente Lula em nossa conversa (semana passada, em Recife). Mas acredito que, pelo momento extraordinário que o Brasil está vivendo, pelo nível de estabilidade, não podemos arriscar perder este momento da história política e econômica do Brasil. Um filho do povo fazendo uma extraordinária gestão, dando estabilidade financeira ao Brasil, gerando empregos, levando o desenvolvimento a patamares que há muito não se via.
- Já combinaram isso com o presidente?
O presidente até hoje tem se colocado como um soldado do partido e tem o sentido de missão. Acredito que ele será sensível ao clamor não apenas do PT, mas dos partidos que essencialmente formam sua frente. Entendemos que a Presidência da República tem um nível de stress muito grande, muita tensão, onde se percebe claramente o que nós chamávamos na ditadura militar de “ódio de classe”, onde se vê setores do DEM e do PSDB com o preconceito estampado em cima do presidente.
- Fala-se que a ministra Dilma seria o nome favorito do partido.
O partido ainda não acumulou uma discussão mais profunda sobre esse tema. Mas o terceiro mandato de Lula é o plano A; Dilma é o plano B; e o plano C é quem Lula indicar.
- Um terceiro mandato agora não seria um golpe?
Golpe “eles” deram na ditadura militar, aquilo era golpe. Se o terceiro mandato fosse um golpe, golpe maior teria sido o segundo mandato de Fernando Henrique. Qual a diferença? Não podemos fazer política com dois pesos e duas medidas.
Escrito por Josias de Souza às 17h46
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Segunda-feira, Março 24, 2008
E olha só como a política é dinâmica...
Ciro já não é unanimidade dentro do PSB
23/03/2008 - POR: LUCIANO AUGUSTO
Site Cerá Agora: http://www.cearaagora.com
O deputado federal Ciro Gomes (CE), presidenciável do campo lulista mais forte nas pesquisas sobre a sucessão de 2010, corre risco de sofrer uma decepção dentro de seu próprio partido, o PSB. Ciro pode ser rifado em suas pretensões presidenciais e ficar de fora da corrida ao Planalto.
O presidente nacional do PSB, o governador Eduardo Campos (PE), alimenta o sonho de ser candidato a vice-presidente em 2010 independente do candidato ser do PT ou mesmo do PSDB. Segundo o jornal Folha de São Paulo apurou, Campos cogita ser vice até de um inimigo figadal de Ciro, o governador José Serra (PSDB-SP).
Ciro Gomes em entrevistas concedidas, inclusive ao jornal Folha de São Paulo, admitiu ser vice de um petista e fez gestos de aproximação com o governador mineiro Aécio Neves. Entretanto, se o destino do PSB em 2010 for coajduvar um candidato a presidente, o governador pernambucano Eduardo Campos avalia que ele, e não Ciro, deve ser o escolhido para companheiro de chapa presidencial. Matéria a completa do jornal Folha de São Paulo.
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Terça-feira, Março 18, 2008
Ganha força a chapa presidencial Aécio-Ciro Gomes
Por: DONIZETE ARRUDA
Em: www.cearaagora.com
A dobradinha Aécio Neves - Ciro Gomes começa a ganhar corpo e ser uma chapa forte e com chances reais de emplacar na sucessão presidencial de 2010 para desgosto do PT mas também principalmente do PSDB vinculado ao governador paulista José Serra. O governador mineiro Aécio Neves entrou de vez na disputa pela candidatura a presidente e costura seu nome com todos os partidos, inclusive com o PT, já que firmou uma aliança com prefeito petista de Belo Horizonte, Fernando Pimentel, onde ambos defendem um mesmo candidato: o ex-chefe de gabinete do ministro Ciro Gomes na Integração Nacional, Márcio Lacerda. Leia mais sobre esse assunto em matéria do Jornal do Brasil:
Chapa Aécio-Ciro assombra partidos
Este ano, como naquela marchinha de carnaval, está combinado: o PSDB e o Partido Democratas começam a brincar separados. O marco é a disputa pela prefeitura de São Paulo, onde tudo indica que o atual prefeito, Gilberto Kassab (DEM), concorrerá à reeleição, batendo chapa com o tucano Geraldo Alckmin.
Mas não é só no campo da oposição que velhos casais ensaiam passos separados no baile eleitoral. O PCdoB já anuncia aos quatro cantos candidaturas próprias para 400 prefeituras, incluindo mais de uma dezena de capitais onde dará adeus à velha aliança com o PT.
Como já disse o prefeito do Rio, Cesar Maia (DEM), nada disso está sendo feito gratuitamente. As eleições municipais deste ano ensaiam um movimento maior de separação, no âmbito nacional, que deve se refletir na campanha presidencial de 2010. Há, de fato, uma forte tendência a que o PSDB e o DEM estejam realmente separados em 2010. O mesmo tende a ocorrer entre o PT e o PCdoB. Os comunistas passaram praticamente todo o período do governo Lula preparando este rompimento definitivo. E falavam abertamente no apoio a Ciro Gomes (PSB) para presidente, num projeto de aliança PCdoB-PSB-PDT capaz de tirar o sono dos caciques petistas.
Vinha tudo muito bem, ou muito mal, entre os dois casais. PSDB e DEM às turras de um lado e PCdoB e PT aos tapas de outro. Até que o governador de Minas Gerais, Aécio Neves, resolveu se mexer contra o prato feito oferecido pelos tucanos de São Paulo ao PSDB de todo o país, segundo o qual o governador José Serra já seria o nome indicado pelo partido para candidato a presidente da República. Protegido pelo silêncio da montanhas mineiras, Aécio, que almeja a vaga, tem marcado conversas seguidas com quem quer que possa lhe oferecer um caminho alternativo. E encontrou em Ciro Gomes um interlocutor de primeira linha. Os dois já discutiram o tema eleitoral por diversas vezes. E têm deixado aberta a possibilidade de marcharem juntos em 2010.
Ontem ouvi claramente de um ministro do governo Lula e de um aliado do PSB que a avaliação corrente no meio político é que Ciro está jogando para ser vice em 2010. E que sua opção preferencial é ser vice de Aécio Neves. O mineiro, por sua vez, também tem dito a vários tucanos que, se for ungido candidato pelo partido, tem todas as condições de trazer Ciro para sua chapa. E tem mesmo!
Mais. Trazer Ciro significa, de uma forma ou de outra, trazer uma parcela dos aliados do presidente Lula. O ministro com quem falei, por exemplo, suspeita até que o próprio presidente ficaria feliz em apoiar a chapa Aécio-Ciro. Daí Lula ter deixado sempre clara sua simpatia por Aécio. Porque Lula sabe que a chapa do mineiro com seu ex-ministro cairia como uma bomba sobre os tucanos de São Paulo.
Mas a tal chapa não incomodaria apenas o PSDB. Também deixaria o PCdoB em apuros, com seus planos de se livrar do PT. Órfão da candidatura Ciro, não restaria ao PCdoB outra alternativa que não fosse a de retornar aos braços da velha aliança com os petistas.
A interpretação deste ministro é de que Ciro Gomes habita os pensamentos do presidente Lula, quando ele fala em aproximação com parcelas do PSDB. E que é este mesmo Ciro quem está por trás das articulações de Aécio Neves, quando ele classifica sua eventual candidatura como uma opção de governo pós-Lula, e não contra Lula.
Do ponto de vista das articulações de bastidores, tal chapa e os temores do ministro fazem todo sentido. Do ponto de vista da política partidária, ela pode se tornar um grande estorvo. Ciro não é um nome afeito a partidos. Transitou do PFL ao PPS até se alojar no PSB. Aécio, embora seja um tucano de primeira hora, sempre deixou no ar uma certa possibilidade de transferir-se para o PMDB, caso tenha sua candidatura presidencial negada pelos tucanos. Uma aliança dos dois para apenas concorrer à presidência da República, neste caso, acabaria simbolizando uma verdadeira afronta à estrutura partidária.
De fato, há momentos na política em que os partidos atrapalham alguns dos seus principais protagonistas. O presidente Lula e seu PT, por exemplo, já não são tão unidos quanto no passado. O PSDB e Aécio vivem um momento de incertezas em sua relação. E quanto a Ciro, seu partido, o PSB, e os aliados PCdoB e PDT, estes nunca acreditaram muito nas juras de amor eterno do candidato.
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Quinta-feira, Março 06, 2008
Do blog de Elliomar de Lima (http://www.eliomardelima.blogspot.com/)
CGU USA BLOG PARA APONTAR ERROS DA MÍDIA NO CASO DOS CARTÕES CORPORATIVOS
O caso dos "escândalos" relacionados ao uso dos cartões corporativos do governo federal virou nota do site da Controladoria Geral da União. O órgão abordou mais precisamente os erros de cobertura cometidos pela chamada grande imprensa que conseguiu, por exemplo, detonar até gente do primeiro escalão. Bem, claro que há excessos no uso do dispositivo, mas o assunto aqui é apresentado pelo aspecto didático. Precisa servir de reflexão para nós que fazemos a mídia. O interessante é que a CGU se apega a um Blog, no caso o de Josias de Souza, onde ele expõe tais erros cortando também na própria carne do seu jornal, a Folha de São Paulo. Confira:
A imprensa e os cartões
O ministro-chefe da CGU, Jorge Hage, tem chamado atenção, insistentemente, para os inúmeros erros e exageros cometidos pela mídia na cobertura feita sobre o uso dos Cartões de Pagamento do Governo Federal, que têm levado à sociedade muita informação deturpada sobre o assunto.
Alguns desses erros, decorrentes, sempre, da falta da necessária apuração jornalística dos fatos, foram destacados pelo jornalista Josias de Souza, em seu blog, na última segunda-feira, dia 3 de março.
OS ERROS
1. A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) foi acusada de ter utilizado o cartão corporativo para adquirir roupa de cama. Despesa regular e necessária, atestaram os técnicos da CGU. Os panos forraram as camas utilizadas por servidores da agência que realizam a fiscalização sanitária no Aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre. São plantonistas, obrigados a pernoitar no batente.
2. A Polícia Federal escalou o noticiário por ter sacado o cartão numa clínica de estética chamada By Kimberly. Eis o detalhe que a reportagem não relatou: a despesa decorre de pagamento de um revólver, devolvido à PF nos termos do Programa Nacional de Desarmamento;
3. Denunciou-se que o cartão do Ministério da Agricultura despejara verbas públicas numa agência de matrimônio. Os técnicos da CGU foram atrás. Descobriram o seguinte: pagou-se, na verdade, a manutenção de veículo do ministério numa oficina mecânica. Por equívoco da Receita Federal, a oficina fora classificada no Cadastro de Pessoas Físicas como intermediária de casamentos. Alertado, o fisco promoveu a correção.
4. Acusou-se o comando da Marinha de sacar o cartão para adquirir um bichinho de pelúcia. Era lorota. Comprou-se, na verdade, um pedaço de veludo. A loja trazia o vocábulo “pelúcia” na logomarca. Mas o pano foi usado para forrar uma bandeja que carrega medalhas em solenidades de condecoração militar.
5. Criticou-se a Marinha por ter manuseado o cartão corporativo numa casa chamada Beleza Cosméticos Ltda.. A compra destinava-se à aquisição de material de consumo para um curso de barbeiro ministrado na Escola de Fuzileiros Navais;
6. Atacou-se a Marinha, de novo, por conta da aquisição de uma caixa de bombons. Os chocolates serviram para retribuir gentilezas à esposa de uma autoridade militar estrangeira que visitou instalações navais do Brasil.
7. Noticiou-se o gasto de uma repartição pública numa loja que trazia o termo “joalheria” enganchado no nome. Compraram-se jóias? Não. Foram adquiridas baterias para um telefone celular.
8. Informou-se que, na Universidade de Uberlândia, até motoboy dispunha de cartão de crédito. Na verdade, tratava-se de um agente administrativo que tem entre suas atribuições a realização de compras emergenciais da reitoria. Por acaso, o servidor vai às compras equilibrando-se numa motocicleta.
9. A própria CGU freqüentou o noticiário por ter mandado roupas para uma lavanderia. Foram à máquina de lavar toalhas de mesa usadas num evento festivo da repartição: o Natal dos funcionários.
10. Um servidor do setor de manutenção do Ministério das Comunicações ganhou notoriedade por ter mandado reparar o forro de uma mesa de sinuca. O móvel encontra-se na garagem do ministério há 16 anos, desde 1992. Traz a plaqueta de “patrimônio da União”. É usado como passatempo dos motoristas, nos horários de folga. Para a CGU, a despesa foi absolutamente legal.
11. Entre as supostas irregularidades praticadas pelo ministro Altemir Gregolin (Pesca) mencionou-se um gasto de R$ 70 feito na choperia Pingüim, em Ribeirão Preto (SP). Varejando as notas da prestação de contas, a CGU verificou que o cartão pagou uma refeição do ministro. Não há no documento menção a bebida alcoólica. Perscrutando a agenda de Gregolin, verificou-se que teve compromisso oficial na cidade no dia em que comeu na choperia mais famosa de Ribeirão.
Nem todas as miudezas escaparam à glosa da CGU. O próprio ministro da Pesca viu-se constrangido a devolver às arcas da Viúva R$ 538 –R$ 512 de um almoço que pagou, sem amparo legal, a uma delegação de autoridades chinesas e R$ 26 de uma outra refeição na qual dividiu a mesa com um acompanhante.
Também o custeio da tapioca do ministro Orlando Silva (Esportes) não pôde ser encaixado na lei. Como as suspeitas estenderam-se dos R$ 8,30 a gastos mais robustos, feitos em restaurantes e hotéis, o ministro optou pos restituir ao Tesouro os R$ 30,8 mil que gastara entre 2006 e 2007. Aguarda a conclusão de auditoria da CGU, para saber se terá direito a algum troco.
Por ora, a CGU concluiu apenas a análise dos gastos de Gregolin. Nos próximos dias, será encerrada a inspeção nos extratos da ex-ministra Matilde. O repórter apurou que ela terá de ressarcir aos cofres públicos uma cifra bem mais expressiva do que os R$ 461 que deixou numa loja de free shop. A auditoria de Orlando Silva será mais demorada.
Seja como for, parece recomendável que a nova CPI concentre-se no atacado dos gastos com cartões -as despesas à Matilde e os dispêndios secretos do Palácio do Planalto, por exemplo. Se deslizarem para a miudeza, os congressistas arriscam-se a ter de fazer uma outra CPI, dessa vez para investigar o teatro das comissões parlamentares de inquérito e a inutilidade de boa parte do noticiário.
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Sexta-feira, Fevereiro 29, 2008
ESSA É PRA RECORDAR....
E TUDO COMEÇOU ASSIM...
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Sexta-feira, Fevereiro 22, 2008
STF inicia desmonte da Lei de Imprensa após 41 anos
A decisão, em caráter liminar, deve ser avaliada pelo Pleno do STJ.
Entre os dispositivos da Lei de Imprensa de 1967, estavam a punição
de jornalistas por calúnia, injúria e difamação mais severa do que
no Código Penal. Está suspensa a apreensão de publicações
22/02/2008 01:00
Carlos Ayres Britto suspendeu legislação que se chocava com a
Constituição (Foto: ROOSEWELT PINHEIRO/ABr) Uma decisão do ministro
do Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília, Carlos Ayres Britto,
suspendeu, em caráter liminar, parte da Lei de Imprensa, de 1967.
Foi um primeiro passo para derrubar o restante da legislação, que
remonta ao regime militar. Com essa decisão, todos os processos em
tramitação e as decisões com base em 22 dispositivos da lei são
suspensos até o julgamento do mérito da ação pelo plenário do STF.
Foram derrubados os artigos que prevêem, por exemplo, punições de
jornalistas mais severas que as previstas no Código Penal por
calúnia, injúria e difamação. Na Lei de Imprensa, a pena máxima
imposta por calúnia é detenção por até três anos; por injúria, um
ano; e por difamação, 18 meses. No Código Penal, a pena máxima para
calúnia é de dois anos de detenção; para injúria, de até seis meses;
e por difamação, um ano.
Perdeu a validade também o artigo que prevê aumento de um terço das
penas, caso haja calúnia e difamação contra os presidentes da
República, da Câmara e do Senado, ministros do Supremo, chefes de
Estado e diplomatas. Na decisão liminar, o ministro derruba também a
possibilidade de espetáculos e diversões públicas serem censuradas e
as previsões de multa para notícias falsas, deturpadas ou que
ofendam a dignidade de alguém. Os valores são, atualmente,
analisados caso a caso.
Sai também da Lei de Imprensa o artigo que permite a apreensão de
jornais e revistas que ofendam a moral e os bons costumes e a
punição para quem vender ou produzir esses materiais. O restante da
lei pode cair quando o assunto for levado ao plenário do Supremo, em
data ainda não definida.
A ação para a derrubada da lei, uma Argüição de Descumprimento de
Preceito Fundamental, foi ajuizada pelo deputado federal Miro
Teixeira (PDT-RJ) nesta semana. No texto, ele argumenta que a
Constituição, promulgada em outubro de 1988, já no regime
democrático, não acolheu alguns artigos da Lei de Imprensa. Por
isso, a lei não seria compatível com a Constituição.
Por ser a decisão de Ayres Britto em caráter liminar, o ministro
deve agora pedir informações para a Advocacia Geral da União (AGU) e
Procuradoria Geral da República (PGR) para depois submeter a ação ao
julgamento do plenário do STF. (das agências de notícias)
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Justiça multa Requião em R$ 200 mil
Segundo tribunal, governador descumpriu decisão que proibia autopromoção em TV pública.
Procurador-geral do estado afirmou que recorrerá da decisão.
Do G1, com informações da Agência Estado
Desembargadores do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) mantiveram, em decisão unânime na tarde desta quarta (20), a proibição ao governador do Paraná, Roberto Requião (PMDB), de fazer promoção pessoal e críticas a adversários políticos por meio da Rádio e Televisão Educativa do Paraná (RTVE) e determinou que ele pague uma multa de R$ 200 mil porque teria descumprido decisão anterior.
A decisão dos desembargadores responde a uma ação civil pública movida pelo Ministério Público Federal (MPF), que pedia também a suspensão da exibição do programa "Escola de Governo", transmitido semanalmente pela TV pública do Paraná.
Os desembargadores não acataram esse pedido. No entanto, determinaram o envio de peças do processo ao procurador-geral da República, Antonio Fernando Souza, para análise de possíveis práticas de crimes de desobediência e responsabilidade.
O procurador-geral do estado, Carlos Frederico Marés, afirmou, por meio da Agência Estadual de Notícias (AEN), que recorrerá da decisão. "Faremos isso, imediatamente", disse. Marés estuda entrar com recursos no Superior Tribunal de Justiça (STJ) e Supremo Tribunal Federal (STF).
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Roberto Jefferson
O ex-deputado Roberto Jefferson ajuizou nesta terça-feira (19) sua defesa prévia no processo do mensalão e indicou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva como sua testemunha número um. Jefferson apresentou um rol de testemunhas com 33 nomes. A lista, encabeçada por Lula, inclui o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, além de nomes de candidatos à sucessão presidencial de 2010: o governador de Minas Gerais, Aécio Neves, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, e o deputado federal Ciro Gomes. Por lei, pessoas indicadas como testemunhas em processos judiciais são obrigadas a comparecer à Justiça - nesse caso, ao Supremo Tribunal Federal, onde corre a ação penal contra os acusados de participação no mensalão. O presidente Lula, por ter foro privilegiado, poderá marcar data e hora do depoimento.
Na defesa prévia, Roberto Jefferson nega ter recebido propina do PT. Sustenta que os R$ 20 milhões repassados pela cúpula petista ao partido eram parte de um acordo para as eleições municipais de 2004 - e não pagamento pelo apoio aos projetos do governo no Congresso.
Ao longo das dez páginas da defesa, o ex-deputado dá seguimento à estratégia de envolver o presidente no processo do mensalão. Além de arrolá-lo como testemunha, ele volta a questionar a participação de Lula no escândalo, seguindo o raciocínio de que, se o Supremo decidiu processar integrantes do primeiro escalão do governo sob a acusação de comprar apoio político no Congresso, a co-participação do presidente da República seria "óbvia". Os advogados de Roberto Jefferson já haviam feito esse questionamento ao STF antes, num embargo de declaração ainda não apreciado pela Corte.
Na defesa prévia, o ex-deputado repete que, antes de estourar o escândalo, avisou o presidente sobre o mensalão. Agora, ele anexou ao processo o que diz ser a comprovação de que, mesmo alertado, Lula nada fez. Trata-se de certidões do Palácio do Planalto atestando que, após o aviso ao presidente, não foram abertos processos internos para investigar a denúncia. As certidões foram solicitadas ao palácio pelos advogados de Jefferson. "Com surpresa, como evidenciam os documentos anexos, informa-se por certidão que nada foi localizado a respeito", diz a defesa prévia. Sem maiores explicações, Jefferson também inclui no rol de testemunhas o nome de Waldomiro Diniz, pivô do primeiro grande escândalo do governo Lula. O estratagema está lançado.
Rodrigo Rangel
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Sexta-feira, Fevereiro 08, 2008
BOLSA FAMÍLIA GANHA SIMPATIA INTERNACIONAL
"A edição desta semana da revista britânica "The Economist" publica uma reportagem sobre o Bolsa Família e afirma que o programa social do governo brasileiro "está ganhando adeptos em todo o mundo"."Os governos do mundo inteiro estão olhando para este programa", diz Kathy Lindert, do escritório do Banco Mundial em Brasília, à revista. A "Economist" afirma que iniciativas semelhantes estão sendo testadas em larga escala em outros países da América Latina e cita uma versão mais refinada do Bolsa Família adotada em Nova York.De acordo com a reportagem, o Bolsa Família "contribuiu para o aumento na taxa de crescimento econômico do Nordeste acima da média nacional" e ajudou a "reduzir a desigualdade de renda no Brasil". A "Economist" destaca o aumento da presença escolar em Alagoas, onde metade das famílias recebe o Bolsa Família, e afirma que essa melhoria pode "ajudar o programa a atingir o objetivo de romper com a cultura de dependência ao garantir uma educação melhor para as crianças". Além da educação, a revista sugere que o programa do governo brasileiro também aumentou o poder de compra entre os mais pobres."
(Portal Uol)
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