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Sexta-feira, Setembro 26, 2008
 
Vixi!!!

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Foi com inovação que esse candidato do Rio Grande do Norte se apresentou em seu site. Veja:


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Melhor Propaganda Política

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Terça-feira, Setembro 16, 2008
 
Aconteceu em Careaçu (MG).



De acordo com o Kibe Loco, prioridade é que nem bunda: cada um tem a sua. O pessoal deve ter esquecido de falar da coligação do vereador Zé Reis (PSDB) com o prefeito Djalma (PT). Pelo visto o mineiro quer mesmo a aliança PSDB e PT.
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Olha aí que coisa. O plágio, assim como a mentira, tem pernas curtas. Qualquer semelhança é mera coincidência?

Requião, campanha de 2006, no Paraná.



Mamão, campanha desse ano, no inteior de Santa Catarina.



Propaganda política de Volnei, candidato a prefeito de Itajaí (SC), veiculada recentemente



Propaganda política de Barack Obama, candidato à presidência dos Estados Unidos, veiculada no início do ano

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Pois é, o brasileiro gosta tanto de falar que não gosta de política, detesta política e não fala sobre política. Mas, a verdade é que o sistema político brasileiro é o reflexo do seu povo.


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Terça-feira, Agosto 26, 2008
 
Como ele mesmo disse no vídeo: Política tem dessas coisas....

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Terça-feira, Agosto 12, 2008
 
Segue link para apreciação. Relativo ao jornalismo em períodos de campanhas eleitorais: http://www.opovo.com.br/opovo/opiniao/811138.html
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Quinta-feira, Junho 19, 2008
 
Prezado internauta,

Como estamos em període de campanha, eleições 2008, venho informar minha ausência durante algum tempo deste espaço. Grata pela atenção.
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Quarta-feira, Maio 28, 2008
 


PARTICIPAÇÃO CEARENSE
Nordeste Invest gera negócios

Litoral do Ceará é alvo para o desenvolvimento do turismo e do setor imobiliário do Estado (Foto: Cid Barbosa)

Começa hoje a 3ª edição do maior evento de investimentos turísticos e imobiliários do Brasil, o Nordeste Invest 2008. Durante três dias, o Centro de Convenções de Pernambuco, em Recife, será cenário para importantes rodadas de negócios e palestras.
Pela dimensão do evento e importância tanto do turismo, como do setor imobiliário, como ferramentas de desenvolvimento para a Região, o Diário do Nordeste saiu à frente e lança hoje, o caderno especial ´Ceará — Paraíso do Investimento´, em alusão ao Estado.
A estrutura do evento foi planejada para propiciar um ambiente de interação entre os participantes. Para empresários brasileiros, a intenção é que seja momento ideal para estes realizarem contatos com grupos internacionais, sem precisar deslocar-se para o exterior. E, para os estrangeiros, será uma oportunidade para conhecer o que o Brasil oferece, quando se fala em turismo e mercado imobiliário.

Oportunidade

Além do estande da Secretaria de Turismo do Estado do Ceará (Setur), empresas cearenses também marcarão presença na capital pernambucana. ´É um evento muito importante para o Ceará. Estamos tentando sediá-lo em 2010´, afirma o secretário de Turismo, Bismarck Maia. ´ Sua realização é uma oportunidade para discutir o mercado de investimentos no Nordeste, fluxo de capitais e conversar com os investidores´, completa.

Palestras

O Nordeste Invest trará mais de 50 palestrantes brasileiros e de outras nacionalidades. Os debates, realizados simultaneamente em três auditórios, serão sobre estratégias de negócios com os principais países europeus.

Dentre os temas estão: cenário econômico brasileiro e o impacto no turismo e no mercado imobiliário; o que fazer para o Nordeste se transformar em um destino turístico de luxo?; o mercado imobiliário internacional de segunda residência; a visão da hotelaria sobre o desenvolvimento turístico do Nordeste. No encerramento do evento, está programada palestra com o ministro das Relações Institucionais, José Múcio Monteiro e com os governadores de Pernambuco, Eduardo Campos, de Alagoas, Teotônio Vilela e o cearense, Cid Gomes. Na ocasião, o assunto do debate será: o Nordeste pode se transformar em um dos mais importantes destinos turísticos do mundo?

Rodada de negócios

Um dos pontos altos do encontro será a rodada de negócios, que contará com cerca de 30 empresas internacionais como âncoras. Organizações de Portugal, Espanha e Reino Unido já confirmaram presença.
As reuniões pré-agendadas, entre compradores e ofertantes terão duração média de 30 minutos e podem resultar em parcerias entre empresas nacionais e de outras nacionalidades.

Exposição

O salão de exposições que, para este ano, teve espaço físico triplicado, somando agora mais de 1,5 mil metros quadrados de área construída, contará com aproximadamente cem expositores. Estão confirmados nomes como: Intercontinental Hotels Brasil, Construtora Norberto Odebrecht, Construtora Castelo Branco, Aquiraz Riviera, Salão Imobiliário de Lisboa, Salão Imobiliário de Madrid, dentre outros.

PROMOÇÃO
Ceará quer atrair mais turistas argentinos

Mais argentinos de férias no Ceará é um dos objetivos da Secretaria de Turismo do Estado (Setur). Para atrair esse público, a pasta participa de dois eventos promocionais em Buenos Aires, capital da Argentina. Hoje, acontece a terceira etapa do TAM Show 2008. De 8 a 18 de junho, o Road Show Interior Top Dest percorrerá várias cidades do país. Segundo o secretário Bismarck Maia, a idéia é resgatar a imagem do Ceará como destino no mercado argentino, além de estimular e fortalecer o fluxo turístico. Com a participação no TAM Show, a Setur visa aumentar as vendas de pacotes turísticos para o Ceará na baixa estação, estabelecendo contato direto com agentes de viagens e com o público final. O Road Show é voltado, exclusivamente, para profissionais de turismo. Serão distribuídos material informativo, mapas em espanhol e brindes.

Em 2007, os argentinos representaram 10,35% dos turistas estrangeiros no Ceará.
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Quinta-feira, Abril 24, 2008
 
Uece pesquisa vacina contra dengue

(FONTE DIÁRIO DO NORDESTE EM 24 DE ABRIL DE 2008)

O Ceará é o único Estado brasileiro a desenvolver uma vacina tetravalente à base de proteína contra a dengue
Pesquisadores do Laboratório de Bioquímica Humana da Universidade Estadual do Ceará (Uece) desenvolvem, desde 2003, uma vacina tetravalente contra a dengue. A falta de recursos financeiros está impedindo o avanço das pesquisas, de acordo com a coordenadora dos Projetos do Vírus da Dengue da Uece, Maria Izabel Florindo Guedes. Ela calcula que seriam necessários R$ 500 mil para equipar o laboratório e realizar as outras etapas da pesquisa para obter a vacina.
Segundo a doutora em Bioquímica, os resultados obtidos até o momento são promissores para a produção de uma vacina tetravalente contendo em sua estrutura uma proteína comum aos quatro tipos do vírus da dengue. “Se recebêssemos apoio, poderíamos produzir a vacina em cinco anos ou até em menos tempo”, argumenta Izabel Guedes.
(...) Leia matéria na íntegra no site do jornal: http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=531767

Grifo meu: a pesquisadora cauculou que seríam necessários R$ 500 mil para equipar o laboratório, um pouco mais doque o governador do estado gastou com o fretamento do jatinho que custou R$ 388,5 mil na polêmica viagem que fez no carnaval desta ano.

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Sexta-feira, Abril 11, 2008
 

Wanderley Guilherme dos Santos: Nasceu no Rio em 13 de outubro de 1935.
• Graduou-se em filosofia na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
Foi professor visitante no Departamento de Ciência Política na Universidade de Wisconsin (1974) e doutorou-se em Stanford (1980). Hoje é professor aposentado de teoria política da UFRJ, fundador do Instituto Universitário de Pesquisa do Rio de Janeiro.
• O livro O cálculo do conflito – estabilidade e crise na política brasileira ganhou prêmio na categoria Ensaio, Crítica e História Literária pela Academia Brasileira de Letras, no ano passado.

Refrescando a memória segue as seguintes matérias.

"A lógica do blefe"
por: Eliane Lobato
Revista Isto É

Wanderley Guilherme dos Santos
Cientista político acusa PFL de
arquitetar impeachment de Lula,
prevê fenômeno Garotinho e
cobra provas contra o governo.

Wanderley Guilherme dos Santos acaba de ser consagrado um dos cinco mais importantes cientistas políticos da América Latina pela Universidade Autônoma Nacional do México. Esta é apenas mais uma condecoração deste carioca graduado em filosofia, Ph.D. em ciência política pela Universidade de Stanford e laureado pela Guggenheim Foundation. Mas uma distinção merece destaque: ele antecipou o golpe que derrubou o presidente João Goulart, em 1964, no livro Quem vai dar o golpe no Brasil. Aconselha-se, portanto, a prestar atenção em seus prognósticos. Agora, prevê que o PFL possa capitanear um pedido de impedimento do presidente Lula no fim deste ano para que ele enfrente as próximas disputas eleitorais nessa vulnerável condição. Ele afirmou que quem desconsidera “o vetor Garotinho” não está compreendendo bem a dinâmica da competição presidencial e defendeu que os deputados e senadores que não provarem suas acusações deveriam ser submetidos à comissão de ética e perder o mandato. Wanderley Guilherme dos Santos não busca meias palavras para expor ou fundamentar seu pensamento. Confira nessa entrevista a ISTOÉ.

ISTOÉ – Como será a disputa presidencial em 2006? O caixa 2 vai deixar
de existir ou será maquiado?
Wanderley Guilherme dos Santos – Na minha opinião, o PFL – que é um partido laranja do PSDB – vai pedir o impedimento do presidente Lula, com ou sem base, no final das comissões de inquérito, portanto no fim do ano. O que significa que metade de 2006 estará envolvido no processo de impedimento do presidente. A oposição tem força no Parlamento para iniciar isso. É assim que, na minha avaliação, a oposição faz seus cálculos e é nesse contexto que estão esperando fazer uma campanha presidencial: com o Lula, que é o candidato mais forte, sendo submetido a um processo de impedimento. Quem vai votar nele pensando que poderá estar impedido mais à frente? É uma manobra suja, mas viável.

ISTOÉ – Se Lula ficar fora da disputa, quem se beneficia?
Wanderley – O PSDB é um sério candidato a chegar ao segundo turno. Mas não se sabe quem vai ser o candidato. Pelo passado, sabe-se que o José Serra tem suficiente capacidade destrutiva de concorrência dentro do partido e no final ser ele próprio o candidato. Isso trará um pouco de dificuldade de coalizão com o PFL, por conta do episódio Roseana Sarney (referência ao dinheiro flagrado na empresa Lunus quando ela era forte candidata ao governo em 2002). Mas acho difícil que outro candidato, dentro do PSDB, tenha chance de batê-lo porque Serra não tem limites. Ele é um político extremamente duro, hábil. Pela imagem pública transmitida, ele é o José Dirceu da máquina do PSDB. Não tem brincadeira com ele, domina mesmo. Agora, é preciso não esquecer que existe um candidato a candidato chamado Anthony Garotinho, que disputa dentro do PMDB.

ISTOÉ – Com que chances?
Wanderley – O PMDB, como sempre, vai rachado, seja qual for o candidato. Se o Garotinho sair pelo partido significa não só mais tempo de tevê, como também mais diretórios, a infra-estrutura nacional do PMDB. Ele não é um candidato fácil. Se Lula e Garotinho forem para a disputa, o PSDB vai ter que brigar pelo segundo ou pelo terceiro lugar com o Garotinho. Não se deve brincar com o Garotinho. Ele derrotou o Serra em seis Estados em 2002, com um partido que não tinha estrutura nacional. Ele chegou em segundo lugar em seis Estados, na frente do Serra. Desconsiderar o vetor Garotinho é não compreender bem a dinâmica que a competição presidencial pode ganhar. De repente, como aconteceu em alguns momentos da campanha passada, o PSDB pode ser obrigado a virar seus canhões contra o Garotinho.

ISTOÉ – E o caixa 2, como ficará?
Wanderley – Acho difícil deixar de existir porque faz parte da competição. Existe em todos os países democráticos nos quais a competição é acirrada. O problema é conseguir restringir isso, não expor partes fundamentais do Estado nesse jogo e, sobretudo, fiscalizar e punir. Não fazer vista grossa. Mas há que se perder a inocência, a pretensão de que é possível fazer uma legislação capaz de proibir o caixa 2. Esse caminho não leva a nada.

ISTOÉ – Afinal, o mensalão existe?
Wanderley – As coisas precisam ser provadas. O destino dos saques seria para pagar acordos de campanha. Mas para pagamento de votos no Congresso é algo que deve ser provado. Não digo que não existiu, apenas que tem que ser provado. Porém, antes que isso aconteça, a oposição aumentou a aposta na crise. Disse que o mensalão era coisa menor, e tornou mais relevante o fato de o PT ter ocupado o Estado brasileiro, estabelecido a corrupção sistêmica para financiar a perpetuação do partido no poder. Isso é uma senhora acusação! É preciso ter dados muito fortes para afirmar algo dessa gravidade. E o que acontece é que, até agora, nem mesmo questões elementares foram comprovadas. Como, por exemplo, se Renilda (mulher de Marcos Valério) mentiu. Aumentaram tanto as acusações, disseram que tantas coisas já estavam comprovadas e essas autoridades – presidentes e secretários das CPIs – não desautorizaram essas afirmações peremptórias. E, agora, se chegar à conclusão de que não houve, por exemplo, pagamentos regulares tendo em vista a compra de votos, como é que fica?

ISTOÉ – Como deveria ficar a situação dos acusadores?
Wanderley – Se eles mentiram para a opinião pública, difamaram colegas, afirmaram inverdades, caluniaram partidos, deveriam responder ao Conselho
de Ética e perder o mandato.

ISTOÉ – Quem são esses deputados e senadores?
Wanderley – Eu já mencionei e não gostaria de ficar repetindo como se fosse
uma coisa pessoal. Mas todos sabem: são aqueles que se sentam na frente
(na CPI), sãos os primeiros a falar, a esganiçar, são muito eloqüentes,
enfáticos, e também são sempre os últimos a falar porque se reinscrevem
para a despedida dos holofotes.

Comparação de 100 indicadores vê diferenças entre governos Lula e FHC
30/06/2005

O governo Lula é melhor do que o governo de Fernando Henrique Cardoso? Parece que sim, para 48% da população brasileira, conforme mostrou o Ibope divulgado em 17 de junho. A série histórica da pesquisa – encomendada desde setembro de 2003 pela Confederação Nacional da Indústria – indica que esse resultado positivo não é uma situação ocasional registrada agora, quando Lula atravessa, por sinal, uma tormenta política. A vantagem do governo petista sobre o tucano tem sido freqüente. Já foi maior (55% em setembro de 2003) e menor do que agora (em junho de 2004 baixou para 42%).

Política econômica.
Os juros altos prejudicam o desempenho do governo petista na cesta de índices pesquisados
Seria essa uma percepção positiva advinda de falsos milagres atribuídos aos marqueteiros? Afinal, Lula tem usado bastante a publicidade para anunciar alguns de seus feitos administrativos. Parece que não, a julgar pela comparação de 100 indicadores de desempenho governamental medidos nos dois primeiros anos dos dois governos. Nesse confronto direto – Lula vs. FHC – a vitória do petista sobre o tucano é incontestável. Assim, os números sustentam o retrato feito pelas pesquisas.

"Nos 100 indicadores de desempenho, os dois primeiros anos do governo Lula bateram os do primeiro biênio FHC em 56 deles, contra 44 médias de FHC superiores às de Lula", afirma o cientista político Wanderley Guilherme dos Santos, em texto publicado na revista Insight Inteligência, que, por mala direta, circulará a partir da terça-feira 28 para um seleto número de autoridades, políticos e intelectuais.
O objetivo de Wanderley Guilherme dos Santos é o de oferecer um cardápio capaz de atiçar um debate que vá além das suposições feitas até agora. Estabelecida a comparação entre as variações dos dois primeiros anos do governo Lula – a fase que já possui séries completas – com as variações dos dois anos do primeiro e do segundo mandato de FHC, surge o governo que apresenta os melhores resultados. A consolidação dos indicadores em três categorias – "economia", "produção" e "social" – pode ser o começo de uma reflexão sobre "qual tem sido o melhor governo". Não havia, até então, um conjunto de informações tão grande como o que foi reunido por ele.

Os números permitirão um julgamento mais consistente dos dois governos. Um que já acabou (FHC) e outro ainda em andamento.
Para Wanderley Guilherme, o resultado tira o argumento martelado pelas vozes de oposição: "É falsa a propaganda de que a gestão do atual governo inexiste ou é inepta", disse ele a CartaCapital.
Wanderley Guilherme não entra na avaliação das políticas executadas, que, em alguns casos, são iguais ou bastante próximas. Ele convoca os "sérios investigadores" a imaginar e a pesquisar as razões pelas quais "o desempenho do primeiro biênio do governo Luiz Inácio Lula da Silva foi largamente superior ao desempenho dos dois mandatos da era FHC nos dois biênios considerados".
Os resultados da pesquisa Ibope guardam uma relação expressiva com os indicadores.

No ranking do instituto, a sondagem de junho mostra que o governo tem maus resultados no capítulo do "combate ao desemprego". Para o Ibope, "as menções a esse tema, que chegaram a 17% em março, a melhor posição no ranking desde o início do governo, recuaram para 13%". Há um crescimento na desaprovação quanto ao combate ao desemprego. Ou seja, uma condenação implícita à política de juros altos, considerada pelos especialistas como o principal entrave ao "espetáculo do crescimento".

Isso está refletido na planilha dos indicadores sociais e pesa contra Lula. A pesquisa confronta indicadores de todo tipo, desde dados de desemprego e concessão de crédito até mesmo consumo de carne. Na rubrica "desemprego aberto", o governo de Fernando Henrique supera o de Lula nos dois biênios. FHC ganha também no consumo de carne e há um empate no indicador "Operações de crédito do sistema financeiro – Habitação", considerada a média dos três biênios. O governo tucano foi melhor, igualmente, na manutenção do salário mínimo real.
O governo Lula tem nítida vantagem sobre o "salário real médio – indústria", no preço do pão francês e no preço do botijão de gás. Assim como vence, na média dos biênios, em relação ao número de famílias assentadas e no custo da cesta básica. Ao final, consideradas as 16 rubricas sociais da planilha, o governo Lula supera o de FHC por 10 a 6 (quadro Melhores Indicadores por Gestão – consolidado).

Quadro.
Na categoria "economia" – em cima de uma política herdada de FHC –, a administração Lula é melhor na balança comercial, em bens de capital, na contribuição da formação bruta de capital fixo para as riquezas do País (o Produto Interno Bruto, PIB). O governo do PT leva vantagem sobre o do PSDB na diminuição da dívida interna e, por conseqüência, na relação da dívida líquida com o PIB. É melhor, na média, o desempenho de Lula na redução da dívida externa. Os tucanos estão melhores na arrecadação de IPI. Lula vence na diminuição dos índices de inflação.
No capítulo da "produção", a taxa de juros de longo prazo (TJLP) favorece Fernando Henrique Cardoso. Mas a Taxa Selic favorece o petista. O governo FHC foi melhor na "produção física – bebidas" e nas vendas de máquinas agrícolas. Lula ganha na produção de caminhões e em "máquinas e equipamentos".

No confronto dos dois primeiros anos de Lula com os dois primeiros do segundo biênio de FHC, a vantagem de Lula aumenta para 59 resultados favoráveis, em 100, contra 40 de FHC, sobrando um empate, analisa Wanderley Guilherme. Na média geral, segundo ele, o desempenho dos dois primeiros anos de Lula é superior ao dos dois mandatos de FHC em 64 dos 100 indicadores comparados.
Há duas semanas, em entrevista a CartaCapital , Wanderley Guilherme dos Santos denunciou a possibilidade de um "golpe branco", pretendido por adversários de Lula, e que seria apoiado pelos tucanos, em particular. Hoje, o cientista político revê parte de sua posição – acha que o ímpeto golpista foi amainado –, mas não deixa de fazer blague, ao considerar o resultado comparativo dos números, a popularidade que Lula ainda mantém e a eleição presidencial de 2006: "Esses números explicam as razões do golpe".
Fonte: Agência CUT



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Quarta-feira, Abril 09, 2008
 
"O Governo Lula fez em 3 anos e meio o que FHC/PSDB não fez em 8 anos".
DIFERENÇAS - Lula/3 anos e meio - FHC/8 anos

Número de policiais federais - 11 mil - 5 mil
Criação de empregos - 7,6 milhões - 700 mil
Média anual de empregos gerados - 1,14 milhão - 5 mil
Exportações (em dólares) - 118,3 bilhões - 60,4 bilhões
Risco País - 204 - 2.400
Inflação - 2,8% - 12,53%
Dívida com o FMI (em dólares) - Dívida Paga - 14,7 bilhões
PIB - 2,6% ao ano (até 2005) - 2,3% ao ano
Crescimento industrial - 3,77% - 1,94%
Crescimento real do salário mínimo - 25,3% - 20,6%
Valor do salário mínimo em dólares - 152 - 55
Poder de compra do salário mínimo em relação à cesta básica - 2,6 cestas - 1,4 cesta
Pró-jovem - estudo subsidiado - 93 mil (18 a 24 anos) - Não havia programa nem registro
Apoio à agricultura familiar - 7,5 bilhões - 2,5 bilhões
Investimento do BNDES em micro e pequenas empresas - 14,99 bilhões - 8,3 bilhões
Investimento anual em saúde básica - 1,5 bilhão - 155 milhões
Eletrificação rural - 3,5 milhões de pessoas - 2,7 mil pessoas
Livros gratuitos para o Ensino Médio - 7 milhões - 0

Fontes: IBGE, IBGE/Pnad (Pesquisa Nacional de Amostragem Domiciliar - desde 1994), ANEEL, Bovespa, CNI, CIESP, Ministérios Federais e Agências Regionais, SUS, CES/FGV, jornais Folha de S. Paulo, O Globo e O Estado de S. Paulo.

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Quinta-feira, Março 06, 2008
 


Do blog de Elliomar de Lima (http://www.eliomardelima.blogspot.com/)

CGU USA BLOG PARA APONTAR ERROS DA MÍDIA NO CASO DOS CARTÕES CORPORATIVOS

O caso dos "escândalos" relacionados ao uso dos cartões corporativos do governo federal virou nota do site da Controladoria Geral da União. O órgão abordou mais precisamente os erros de cobertura cometidos pela chamada grande imprensa que conseguiu, por exemplo, detonar até gente do primeiro escalão. Bem, claro que há excessos no uso do dispositivo, mas o assunto aqui é apresentado pelo aspecto didático. Precisa servir de reflexão para nós que fazemos a mídia. O interessante é que a CGU se apega a um Blog, no caso o de Josias de Souza, onde ele expõe tais erros cortando também na própria carne do seu jornal, a Folha de São Paulo. Confira:

A imprensa e os cartões
O ministro-chefe da CGU, Jorge Hage, tem chamado atenção, insistentemente, para os inúmeros erros e exageros cometidos pela mídia na cobertura feita sobre o uso dos Cartões de Pagamento do Governo Federal, que têm levado à sociedade muita informação deturpada sobre o assunto.
Alguns desses erros, decorrentes, sempre, da falta da necessária apuração jornalística dos fatos, foram destacados pelo jornalista Josias de Souza, em seu blog, na última segunda-feira, dia 3 de março.

OS ERROS


1. A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) foi acusada de ter utilizado o cartão corporativo para adquirir roupa de cama. Despesa regular e necessária, atestaram os técnicos da CGU. Os panos forraram as camas utilizadas por servidores da agência que realizam a fiscalização sanitária no Aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre. São plantonistas, obrigados a pernoitar no batente.

2. A Polícia Federal escalou o noticiário por ter sacado o cartão numa clínica de estética chamada By Kimberly. Eis o detalhe que a reportagem não relatou: a despesa decorre de pagamento de um revólver, devolvido à PF nos termos do Programa Nacional de Desarmamento;

3. Denunciou-se que o cartão do Ministério da Agricultura despejara verbas públicas numa agência de matrimônio. Os técnicos da CGU foram atrás. Descobriram o seguinte: pagou-se, na verdade, a manutenção de veículo do ministério numa oficina mecânica. Por equívoco da Receita Federal, a oficina fora classificada no Cadastro de Pessoas Físicas como intermediária de casamentos. Alertado, o fisco promoveu a correção.

4. Acusou-se o comando da Marinha de sacar o cartão para adquirir um bichinho de pelúcia. Era lorota. Comprou-se, na verdade, um pedaço de veludo. A loja trazia o vocábulo “pelúcia” na logomarca. Mas o pano foi usado para forrar uma bandeja que carrega medalhas em solenidades de condecoração militar.

5. Criticou-se a Marinha por ter manuseado o cartão corporativo numa casa chamada Beleza Cosméticos Ltda.. A compra destinava-se à aquisição de material de consumo para um curso de barbeiro ministrado na Escola de Fuzileiros Navais;

6. Atacou-se a Marinha, de novo, por conta da aquisição de uma caixa de bombons. Os chocolates serviram para retribuir gentilezas à esposa de uma autoridade militar estrangeira que visitou instalações navais do Brasil.

7. Noticiou-se o gasto de uma repartição pública numa loja que trazia o termo “joalheria” enganchado no nome. Compraram-se jóias? Não. Foram adquiridas baterias para um telefone celular.

8. Informou-se que, na Universidade de Uberlândia, até motoboy dispunha de cartão de crédito. Na verdade, tratava-se de um agente administrativo que tem entre suas atribuições a realização de compras emergenciais da reitoria. Por acaso, o servidor vai às compras equilibrando-se numa motocicleta.

9. A própria CGU freqüentou o noticiário por ter mandado roupas para uma lavanderia. Foram à máquina de lavar toalhas de mesa usadas num evento festivo da repartição: o Natal dos funcionários.

10. Um servidor do setor de manutenção do Ministério das Comunicações ganhou notoriedade por ter mandado reparar o forro de uma mesa de sinuca. O móvel encontra-se na garagem do ministério há 16 anos, desde 1992. Traz a plaqueta de “patrimônio da União”. É usado como passatempo dos motoristas, nos horários de folga. Para a CGU, a despesa foi absolutamente legal.
11. Entre as supostas irregularidades praticadas pelo ministro Altemir Gregolin (Pesca) mencionou-se um gasto de R$ 70 feito na choperia Pingüim, em Ribeirão Preto (SP). Varejando as notas da prestação de contas, a CGU verificou que o cartão pagou uma refeição do ministro. Não há no documento menção a bebida alcoólica. Perscrutando a agenda de Gregolin, verificou-se que teve compromisso oficial na cidade no dia em que comeu na choperia mais famosa de Ribeirão.

Nem todas as miudezas escaparam à glosa da CGU. O próprio ministro da Pesca viu-se constrangido a devolver às arcas da Viúva R$ 538 –R$ 512 de um almoço que pagou, sem amparo legal, a uma delegação de autoridades chinesas e R$ 26 de uma outra refeição na qual dividiu a mesa com um acompanhante.

Também o custeio da tapioca do ministro Orlando Silva (Esportes) não pôde ser encaixado na lei. Como as suspeitas estenderam-se dos R$ 8,30 a gastos mais robustos, feitos em restaurantes e hotéis, o ministro optou pos restituir ao Tesouro os R$ 30,8 mil que gastara entre 2006 e 2007. Aguarda a conclusão de auditoria da CGU, para saber se terá direito a algum troco.

Por ora, a CGU concluiu apenas a análise dos gastos de Gregolin. Nos próximos dias, será encerrada a inspeção nos extratos da ex-ministra Matilde. O repórter apurou que ela terá de ressarcir aos cofres públicos uma cifra bem mais expressiva do que os R$ 461 que deixou numa loja de free shop. A auditoria de Orlando Silva será mais demorada.

Seja como for, parece recomendável que a nova CPI concentre-se no atacado dos gastos com cartões -as despesas à Matilde e os dispêndios secretos do Palácio do Planalto, por exemplo. Se deslizarem para a miudeza, os congressistas arriscam-se a ter de fazer uma outra CPI, dessa vez para investigar o teatro das comissões parlamentares de inquérito e a inutilidade de boa parte do noticiário.

Comments:
Sexta-feira, Fevereiro 29, 2008
 
ESSA É PRA RECORDAR....

E TUDO COMEÇOU ASSIM...
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