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Sexta-feira, Fevereiro 16, 2007
 


Preconceito e xenofobia explícitos em Hollywood

Turistas, de John Stockwell, é mais um roteiro com uma coleção de descabidos estereótipos sobre o Brasil que revelam o ranço da xenofobia e da ignorância típica do descomprometido cinema de entretenimento americano.

Silas Martí

Nós somos feios, sujos, selvagens e malvados. Eles são belos, ricos e inocentes. O Brasil é um país miserável e perigoso, onde todos são traidores e brutos. Não há infra-estrutura, nem autoridades. Nada funciona, as praias são tomadas pelo som de rap, violência desregrada, caipirinha, açaí e sexo fácil. Exuberante só a natureza, ainda assim tomada por saúvas carnívoras. Esse é o Brasil do filme Turistas, de John Stockwell, que chega nesta sexta-feira, 16, aos cinemas.

Na trama, um grupo de jovens turistas americanos e europeus tiram férias em busca de sol, aventura e mulheres, mas acabam sendo vítimas de um esquema de contrabando de órgãos liderado por um psicopata numa cidadezinha em algum lugar do litoral. Os turistas são mantidos em jaulas e têm os rins retirados para abastecer o mercado negro e vez ou outra salvar uma criancinha vitimada pela violência carioca.

Os estrangeiros todos falam a mesma língua, são todos loiros de olhos azuis e unem-se frente às atrocidades de um paraíso enganador. Os nativos são quase todos negros, com trejeitos indígenas, que rosnam e grunhem em vez de falar. É a selvageria do país incorporada aos costumes dos seqüestradores do grupo de mochileiros.

Num roteiro de excessos, cada fotograma parece jorrar sangue. Os capangas a serviço da máfia dos órgãos amarram as vítimas em pedaços de pau e os carregam como fariam selvagens imaginários em rituais canibais. O líder do bando fura o olho de um rival com um espetinho de queijo coalho, enquanto um dos turistas sutura um corte na cabeça de um brasileiro acidentado com um grampeador.

Turistas segue a linha de outras produções sobre estrangeiros em terras longínquas e cruéis como A Viagem (Brokedown Palace, 1999), de Jonathan Kaplan, A Praia (The Beach, 2000), de Danny Boyle, e o recente O Albergue (The Hostel, 2006), dirigido por Eli Roth e produzido por Quentin Tarantino. A diferença entre as produções é que, no caso do filme ambientado no Brasil, o país foi a bola da vez na onda de caricaturas grotescas a serviço do entretenimento barato.

Mas interpretar o filme como um ataque direto a um país específico seria dar crédito demais à produção, que não tem ambições políticas ou intelectuais. O roteiro original previa que a história se passasse na Guatemala, mas, segundo a produção, a falta de estrutura daquele país deslocou o enredo e elenco para o Brasil. É só mais um roteiro com o ranço da xenofobia e da ignorância, que poderia se passar na Indonésia, Camboja ou qualquer outro paraíso tropical procurado por americanos e europeus.

Num único momento em que parece haver o esboço de um discurso político, o médico responsável pela retirada dos órgãos, interpretado pelo brasileiro Miguel Lunardi, recapitula o histórico colonial do país. Lembra que, no Brasil, já foram explorados açúcar, ouro e borracha e descamba para a baboseira ao afirmar que é a hora da vingança com o roubo de fígados e rins dos filhos das potências imperialistas.

Se não fosse ficção tão ruim, poderia causar acidentes diplomáticos. Nos Estados Unidos, a campanha publicitária do filme apresenta o Brasil como uma terra selvagem, onde vale tudo. Mas, pensando bem, para eles, poderia ser qualquer lugar ensolarado bem distante da bonança norte-americana.

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Sexta-feira, Fevereiro 09, 2007
 


A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Ellen Gracie, também comentou o caso nesta sexta-feira. Ela classificou a morte do menino de ¿terrível, inconcebível e inacreditável¿. E declarou que, apesar disso, reduzir a maioridade penal no país não resolveria o problema da criminalidade. Um dos suspeitos do crime é menor. A pena máxima prevista pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) é detenção de três anos.

A seguir, a íntegra da nota do Ministério da Justiça:

"Nota à Imprensa

Num momento de dor, diante deste crime aviltante, as palavras são vãs e não consolam. A Justiça fluminense deve agora, de acordo com os princípios do Estado de Direito, aplicar com rigor a punição devida aos criminosos.

A luta para construir um Brasil seguro ¿ onde a possibilidade de acontecimentos como o de ontem seja contida ¿ depende de muitas medidas que precisam continuar a serem tomadas por parte de todos os agentes públicos.

No entanto, modificações legislativas não devem ser feitas em momentos excruciantes como o que abala o país nesse momento.

A solidariedade mais profunda à família do pequeno João Hélio por parte do Ministério da Justiça.

Márcio Thomaz Bastos
Ministro de Estado da Justiça"
"Boneco de Judas"

Segundo o delegado Hércules Pires do Nascimento, uma testemunha, não identificada, declarou que emparelhou o carro junto ao roubado pelo bando e avisou a Diego que havia algo pendurado. O delegado disse que o criminoso teria respondido que era apenas um "boneco de Judas", demonstrando saber que o carro arrastava a criança.

Pesquisa: Portal G1

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Solidariedade à família do pequeno João Hélio

¿Somos culpados, sem exceções, pelo apocalipse climático. E somos vítimas, indistintamente, da barbárie que se infiltrou sorrateira e agora domina este impávido colosso¿, disse o colega Alberto Dines em seu artigo publicado no site Ibest. E assim prosseguem todos com seus pensamentos, até trazer de volta o debate sobre a maioridade penal. Contudo, nada trará de volta a criança que foi vítima do crime mais cruel que eu já soube. Testemunhas afirmaram que os ¿criminosos¿ faziam ziguezague no carro para se livrar do corpo da criancinha de apenas seis anos. Ainda resta dúvida na polêmica de baixar a maioridade para penalizar ¿menores¿ como estes?

Leitor, tenho uma filha de seis anos, e essa última noite olhando ela na cama dormindo, imaginava a dor da mãe que perdeu seu filho nessa tragédia. Estou indignada com tudo isso. Aqui fica meu registro e junto com ele o do experiente radialista Paulo Oliveira, que mesmo com experiência de tantos fatos narrados não se conteve... Creio que o motivo da indignação, como o próprio relatou no texto que segue, é também ter um filho na mesma faixa de idade do garotinho. Eu uma filha.... Falo aqui por todos nós, pais e avós brasileiros que deixamos nessas linhas nossa solidariedade à família do pequeno João Hélio.

RADIALISTA FAZ OUVINTES CHORAREM PELO GAROTO QUE MORREU PENDURADO AO CINTO DE SEGURANÇA

Caros leitores, madrugamos nesta sexta-feira com o direito de desabafar chorando, num misto de revolta e dor por causa da morte absurda de João Hélio, criança de seis anos e na mesma faixa de idade do meu filho mais velho, o Vinícius. João morreu arrastado por um carro guiado por três individuos que não merecem ser chamado de ser humano. Teve a infelicidade de, após assalto, acabar pendurado ao cinto do carro que esses sujeitos tomaram.
Mas o nosso choro foi uma espécie de coro por justiça provocado pelo radialista Paulo Oliveira (Verdes Mares AM). Saímos do Aeroporto Internacional Pinto Martins após a rotina da coleta de informações e, às 5h20, sintonizamos no programa dele. Paulo estava lendo uma matéria sobre João Hélio, mas só chegou à metade do texto pois, a partir daí, começou a tremer a voz e pausar várias vezes até que a trilha sonora predominasse por quase um minuto. Ele não conteve a emoção e, ao retornar ao microfone, explicava:
"Estou ficando mesmo velho e sensível. Eu me lembrei que sou pai e que agora sou avô. Bonfim (contra-regra), tenho agora que ler as matérias antes pra me controlar... e ainda vamos nós, com os nosso impostos, sustentar esses sujeitos..."
Com certeza, as lágrimas e o desabafo de Paulo Oliveira não viraram algo isolado. Muitos sentiram a dor de perdas de uma sociedade em todos os sentidos. Quem sabe, para também servir como reflexão?
Veja o carro usado nessa barbaridade. Três rapazes, inclsuvie, já foram presos nesta quinta-feira pela PM (Polícia Militar) do Rio suspeitos de terem dirigido o veículo por cerca de 7 km com João Hélio pendurado pelo cinto de segurança, na noite de quarta-feira (7), no Rio. Além da mãe de João, a irmã dele, de 13 anos, e uma amiga escaparam. Conforme o carro passava, pessoas gritavam para que ele parasse. Um motoqueiro chegou a seguir o Corsa e a sinalizar com o farol, mas os criminosos o ignoraram.



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Quarta-feira, Fevereiro 07, 2007
 


Especial
07/02/2007 - 13h12Senado cria subcomissão para tratar da elevação da temperatura da Terra
Depois do anúncio assustador e agora cientificamente embasado de que a temperatura da Terra está se elevando e que há 90% de certeza de que essa elevação está sendo causada pela atividade humana, o Senado decidiu criar uma subcomissão, no âmbito da Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA), para debater o tema. Os autores do requerimento foram os senadores Sibá Machado (PT-AC) e Renato Casagrande (PSB-ES), e coube a este último assumir a presidência da subcomissão.

- Temos que manter esse tema vivo, acompanhar e fiscalizar as ações do governo e até mesmo da sociedade. Também vamos propor projetos de lei que incentivem a proteção ao meio ambiente e a geração de energia limpa - explicou Casagrande.

O senador ressaltou ainda a necessidade de se cobrar medidas efetivas e urgentes para redução da emissão de gases tóxicos nos países desenvolvidos, que, por apresentarem maior número de indústrias, são os maiores emissores desse tipo de poluente.

- É necessário cobrar maior comprometimento dos países ricos, e o Brasil, que tem uma matriz energética limpa, tem muito que ensinar ao mundo - argumentou.

O presidente da CMA, senador Leomar Quintanilha (PMDB-TO), destacou que o Senado está "antenado" para o problema e que, com a criação da subcomissão, a Casa vai atuar de maneira enfática, tanto fiscalizando as ações do governo para contornar o problema quanto na realização de audiências públicas com cientistas e técnicos para debater medidas de proteção do meio ambiente.

Alerta

A constatação da elevação da temperatura foi divulgada no último dia 2 pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, da sigla em inglês), em Paris. O relatório, elaborado por 600 especialistas de 40 países, traz mapas com projeções de mudanças no clima até 2090. De acordo com os cientistas, há 90% de certeza de que essa elevação esteja ocorrendo por conta da atividade humana, com o lançamento de gases poluentes à atmosfera, como o monóxido e o dióxido de carbono, o enxofre e o metano. Por causa dessa elevação, o clima sofrerá mudanças - como as que já vêm ocorrendo - e será possível observar o crescimento de secas nas regiões dos trópicos, ondas de calor na Europa, derretimento das calotas polares e outros eventos como furacões.

O aquecimento, diz o estudo, é a maior ameaça à sobrevivência do Planeta, e por isso, são necessárias ações governamentais mais incisivas do que aquelas que vêm sendo discutidas na Convenção sobre Mudança do Clima da Organização das Nações Unidas ou do que já foi estabelecido pelo Protocolo de Kyoto, em 1997. O estudo recente prevê um cenário de catástrofe. Segundo o relatório, a emissão de gás carbônico na atmosfera, principal responsável pelo efeito estufa, saltou de 23,3 bilhões de toneladas em 1990 para emissões anuais de 26,4 bilhões de 2002 a 2005.

- A grande importância desse estudo, especialmente porque existiam grupos contrários à idéia de que o excesso de gases poluentes poderia causar o aquecimento terrestre, é a certeza quase absoluta, mais de 90%, de que esse agravamento é resultado da ação humana - explicou a consultora legislativa da área de meio ambiente do Senado, Carmen Rachel S.M. Faria.

A temperatura média da Terra, atualmente em 14,5 graus, aumentará 0,1 grau por década mesmo que as emissões se estabilizem. Se a poluição continuar, em 2040, a temperatura média do planeta passará de 15 graus. Para 2100, a previsão é que a temperatura média chegue a 16,5 graus, e na pior das hipóteses, a 19 graus. Assim, o Ártico poderá derreter por completo.

IPCC

O IPCC - autor do estudo - é um painel vinculado às Nações Unidas que reúne mais de 2.500 pesquisadores que analisam mudanças climáticas. Criado em 1988, o Painel tem o objetivo de avaliar e compilar as informações científicas, técnicas e socioeconômicas relevantes para a compreensão da mudança do clima, seus impactos e as opções para tentar reverter o quadro ou o que é necessário fazer para adaptação às mudanças. A cada cinco anos, o IPCC lança um relatório baseado na revisão de pesquisas desses cientistas, provenientes de todo o mundo, inclusive do Brasil. Outros já foram divulgados em 1990, em 1995 e em 2001.

O documento divulgado pelo IPCC foi o primeiro de uma série de quatro, a serem lançados até o final do ano. Os cientistas dividiram-se em três grupos: o primeiro avalia os aspectos científicos do sistema do clima e da mudança do clima; o segundo avalia a vulnerabilidade socioeconômica e dos sistemas naturais em conseqüências da mudança do clima e as opções para a Humanidade se adaptar à nova realidade; e o terceiro avalia opções para limitar emissões de gás-estufa e outras maneiras de acabar com a mudança do clima. Sendo assim, o grupo II vai expor seus resultados em Bruxelas, no dia 6 de abril; o grupo III, em Bangkok, no dia 4 de maio; e vai haver uma síntese do trabalho, em Valença, no dia 16 de novembro.

Elina Rodrigues / Repórter da Agência Senado
(Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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Domingo, Fevereiro 04, 2007
 
Congresso inicia 2007 com PAC e projetos emperrados
Na Câmara, há pelo menos oito temas polêmicos à espera de votação.
Senadores aguardam a chegada de projetos nas mãos de deputados.
Leandro Colon

Do G1, em Brasília

O Congresso Nacional terá um desafio a partir deste mês: conseguir votar projetos importantes emperrados na legislatura passada e ainda analisar as medidas provisórias enviadas pelo governo relacionadas ao Programa de Aceleração de Crescimento (PAC).

Ag. Câmara

Parlamentares no Congresso durante a sessão de abertura do ano legislativoNa Câmara, há pelo menos oito temas, incluindo o PAC, que devem merecer maior atenção, enquanto o Senado, com um número bem menor de propostas relevantes na fila, espera a chegada de alguns desses projetos que estão nas mãos dos deputados.

O novo presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), e o reeleito no Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), reúnem os líderes partidários na próxima semana para discutir a pauta de votações em cada Casa e as possibilidades de acordo em torno de alguns projetos.

Receita
Entre esses projetos está, por exemplo, a criação da "Super-Receita", que unifica as receitas federal e previdenciária em um único órgão. Depois de aprovada na Câmara, a proposta passou pelo Senado, onde foi alterada, e voltou para os deputados, que ainda não a levaram adiante.

Segurança
Há ainda o chamado "pacote de segurança pública", votado no Senado no primeiro semestre do ano passado, na época em que uma facção criminosa concentrou ataques no estado de São Paulo.
Os projetos já saíram da Comissão de Segurança Pública da Câmara, mas ainda precisam ser apreciados pela Comissão de Constituição de Justiça (CCJ) antes de seguir a plenário.
Entre as propostas estão a criação do Regime Penitenciário de Segurança Máxima para presos de organizações criminosas e a permissão de realização de interrogatórios e audiências judiciais por meio de videoconferência, em tempo real, para evitar fugas de presos.

Reforma tributária
Arrasta-se na Câmara desde 2004 a "mini-reforma tributária", que, entre outros pontos, unifica o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadoria e Serviços) nos estados, cria o Fundo de Desenvolvimento Regional e eleva em um ponto percentual o Fundo de Participação dos Municípios (FPM).
Sem acordo entre os governadores, principalmente em relação ao ICMS, a proposta sempre ganha fôlego, é discutida, mas acaba encostada logo depois por falta de consenso.

"A reforma tributária é sempre um problema porque os interesses regionais são muito distintos. É difícil encontrar solução", diz o vice-líder do governo, Beto Albuquerque (PSB-RS), que assumiu a liderança temporariamente com a ida de Arlindo Chinaglia para a presidência da Câmara.

O líder do PSDB, Antônio Carlos Pannunzio (SP), compartilha da mesma opinião. "Tudo que mexe na Receita se torna difícil dentro da Câmara. Agora, é fundamental que haja a tentativa de votar esses projetos porque são fundamentais. O problema é a pauta trancada", ressalta, em referência ao enorme número de medidas provisórias, 19 no total (incluindo as sete do PAC), que trancarão a pauta de votações até 19 de março.

Reforma política
Uma outra reforma, a política, é sempre defendida pelos parlamentares, mas sua trajetória dentro do Congresso virou uma novela, sem previsão de votação do

Congresso.
Discute-se, entre as propostas, a instalação do voto distrital puro ou misto para Câmara, regras mais rígidas de fidelidade partidária para evitar o troca-troca de legendas, e o controle do financiamento de campanhas eleitorais.
Embora Câmara e Senado prometam votar alguns pontos desta reforma neste ano, ninguém garante que isso, de fato, ocorrerá.

Agenda de votações
Beto Albuquerque quer reunir os líderes da base do governo na semana que vem com a ministra da Casa Civil, Dilma Roussef, e o ministro da Fazenda, Guido Mantega, para discutir o PAC e a agenda de votações de interesse do Palácio do Planalto.
"A partir dessa reunião, faremos uma primeira agenda e vamos reunir um conjunto de matérias que interessam", diz.
Na opinião do líder do PT, Henrique Fontana (RS), as reformas política e tributária poderiam iniciar a pauta de votações dentro da Câmara.
"As reformas políticas e tributárias votadas poderão ajudar nas votações das medidas do PAC", acredita.
"Podemos começar por elas", afirma, garantindo que a disputa na base governista pela presidência da Câmara não afetará essas propostas. "Estou confiante de que vamos superar isso", diz.

Salário dos deputados
Três assuntos deixados para 2007 devem caminhar com mais rapidez dentro da Câmara por se tratar de temas internos da Casa: reajuste salarial dos deputados, fim do voto secreto em algumas votações da Casa e a extinção de 1.083 cargos de natureza especial, os chamados "CNEs".
Sobre os salários, depois do desgaste da tentativa de aumentá-los em 91% no fim de 2006, a expectativa é que a Câmara aprove um reajuste pela reposição da inflação, algo em torno de 28%, como defende agora o novo presidente da Casa, Arlindo Chinaglia (PT-SP), que antes era favorável aos 91%.

Voto secreto
Enquanto isso, aguarda um segundo turno na Câmara a emenda constitucional que acaba com o voto secreto na Casa, hoje usado para cassações de mandato, escolha de ministros do Tribunal de Contas da União (TCU) e eleição dos integrantes da mesa diretora, entre eles o próprio presidente.
Há alguma discordância. Discute-se se o voto deve ser aberto para a eleição da mesa, principalmente depois que muitos senadores já avisaram que, se depender do Senado, a proposta será alterada para que o voto secreto seja extinto somente nos casos de perda de mandato.

Extinção de cargos
A Câmara apreciará ainda a eliminação de 1.083 dos chamados CNEs (cargos de natureza especial). O ex-presidente Aldo Rebelo (PC do B-SP) exonerou esses funcionários no ano passado, anunciando uma economia de R$ 47 milhões por ano.
Agora, é necessário votar um projeto que extingue esses cargos. No entanto, há uma pressão dos funcionários da Câmara para que o novo presidente tente rever a idéia.

Senado
O Senado acumula na fila poucos projetos considerados relevantes. A Casa está mais à espera da Câmara, mas analisa pelo menos três projetos de segurança pública e uma emenda constitucional que acaba com a CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira).

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