O pior cego é aquele que não quer ver?
Vale a pena reproduzir o blog do colega Eliomar (http://eliomardelima.zip.net/). De fato, em uma sociedade moderna, onde tudo se renova com a velocidade do pensamento, será impossível a igreja continuar com pensamento tão retrógado. O Velho sermão - PAPA BENTO XVI CONDENA SEGUNDO CASAMENTO encaixa bem com o título "O pior cego é aquele que não quer ver?" Como ficam os excluídos, aquelas mulheres e até homens que se separam não por vontade própia, mas por abandono, agressões etc. Seria Maria da Penha uma ovelha desgarrada? E os filhos desses relacionamentos? Também serão excluídos? Perdão! Mas, creio de Deus não pensa assim. De que vale um casamento sem amor, que união é essa? Acredito que na união de um casal por sentimentos recíprocos de amor e respeito e não por sacramento.
"O Papa Bento XVI divulgou ontem o documento Sacramentum Caritatis (sacramento do amor), que contém reflexões e recomendações do sumo pontífice sobre o sacramento da eucaristia, o momento em que os católicos recebem a comunhão nas missas. O documento de 131 páginas reafirma a oposição da igreja ao divórcio, ao aborto e ao casamento gay e reafirma o celibato dos padres.
Entre os valores católicos fundamentais, para o papa, estão "o respeito pela vida humana e sua defesa da concepção à morte natural; a família que se constrói a partir do casamento entre um homem e uma mulher; a liberdade de educar os filhos; e a promoção do bem comum em todas as suas formas". Esses são valores "não-negociáveis", afirma o texto.
Assim, Bento 16 condena, por exemplo, a prática do divórcio e o segundo casamento, que chama de "praga do ambiente social contemporâneo". Para o papa, "o matrimônio e a família são instituições que devem ser promovidas" e defendidas, pois são fundamentais para a "convivência humana como tal".
Se os esforços para a anulação do casamento fracassam, afirma o papa em referência aos divorciados, e o novo casal continua a viver junto em um novo casamento, "a igreja encoraja esses fiéis a se engajarem num relacionamento (..) como amigos, irmãos, irmãs". Isso porque Bento 16 reforça a determinação de que a eles não será concedida a comunhão.
Foto Salomão de Castro
Fernando Morais em Fortaleza
Ele chegou e logo conseguiu emplacar nas capas dos jornais das principais editorias de cultura. Sua visita a capital cearense foi para lançar o livro sobre marechal cearense criador do ITA. Fernando Morais é conhecido como o especialista na arte de descobrir tesouros escondidos na história oficial, é assim que imprensa o retrata. Nesta reportagem biográfica Morais revela a história de um herói cearense que se destacou no país por realizar seu sonho. Trata-se de um revolucionário militar cearense que criou o ITA - Instituto Tecnológico da Aeronáutica, um dos mais respeitados centros de produção de conhecimento do mundo, localizado em São José dos Campos (SP) - concebido à imagem e semelhança do Massachusetts Institute of Technology (MIT), nos EUA, chama-se Casimiro Montenegro Filho, nasceu em Fortaleza, 29 de outubro de 1904, e faleceu em Petrópolis, Rio de Janeiro, 26 de fevereiro de 2000.
Morais é um Mineiro de Mariana que começou a brincar com as letras ainda adolescente. Aos 15 anos Fernando Morais trabalhava como office boy na pequena revista de um banco e o destino lhe mostrou o caminho a ser seguido, uma história até comum, mas revelou um dos melhores escritores brasileiros. Foi em Belo Horizonte, quando teve que cobrir a ausência de um jornalista numa entrevista coletiva que o mineiro se revelou. Aos 18 anos ele se mudou para São Paulo, onde emplacou nas redações de conceituadas revistas e jornais. Morais trabalhou na revista Veja, nos Jornais Folha de São Paulo e Jornal da Tarde, além da TV Cultura e portal IG.
No encontro do lançamento do livro que aconteceu no centro cultural do Banco do Nordeste (BNB), Morais não pode deixar de falar sobre política. ¿Não deixei a política, foi ela que me deixou¿, disse o autor como se referisse a uma namorada que o traiu. Creio que ele ainda lamenta a falta da ¿danada¿. Mas, quem lucra com isso somos nós leitores, pois ganhamos um escritor de ouro. Uma dica que deixo para o caro internauta: nunca acredite na história de alguém que diz não ter conseguido terminar um livro de Morais, pois umas das características do autor é a facilidade que ele tem de prender o leitor até o final da obra. Isso ele revelou para a seleta platéia que o ouvia atentamente: "Não têm segredos é como se tivesse fazendo uma novela, o último capítulo tem que ser atraente e prender o leitor, como diz a minha filha, é como dá uma cotovelada na gengiva do leitor pra ele se espertar", explicou. Ele explica que, embora seja 2h da madrugada, o escritor tem que despertar a vontade do leitor ler o próximo capítulo.
Morais foi deputado estadual durante oito anos, Secretário de Cultura (1988-1991) e de Educação (1991-1993) do Estado de São Paulo, nos governos Orestes Quércia e Luiz Antônio Fleury Filho. Porém, quem escuta Fernando falar do atual governo de esquerda não acredita em sua filiação passada. Dá pra sentir um romantismo em sua fala e o orgulho de ser brasileiro. Não é a toa que seu primeiro sucesso editorial foi A Ilha, relato de uma viagem a Cuba. Foi a partir daí que ele abandonou a rotina das redações. O escritor recebeu três vezes o Prêmio Esso e quatro vezes o Prêmio Abril. Mas, achou que seu destino estava na literatura. Morais atribui a sua capacidade de pesquisador dedicado a vida passada de repórter. De acordo com ele, o fato de ter sido jornalista contribuiu muito na investigação das biografias que escreve. Ele publicou livro-reportagem que vendeu mais de dois milhões de exemplares no Brasil e em outros países, tornando-se um dos escritores brasileiros mais lidos de todos os tempos. E mais uma vez, por obra e ironia do destino, o autor passou a fazer a biografia do autor mais vendido do mundo, Paulo Coelho.
Outra vez a "política" parece ter traído Morais, em 2003, tentou uma vaga na Academia Brasileira de Letras, mas foi derrotado por Marco Maciel, ex-Senador e ex-Vice Presidente da República. Outra polêmica aconteceu em 2005, um juiz de Goiânia determinou, a pedido do Deputado Ronaldo Caiado, a busca e apreensão de edições de seu livro ¿Na toca dos leões¿. Neste livro, em que conta a trajetória da empresa de publicidade W/Brasil, Morais refere-se de passagem a uma declaração de Caiado, quando candidato a Presidente da República, de que, se eleito, mandaria esterilizar todas as mulheres nordestinas. A decisão, a determinação judicial favorável ao deputado foi anulada pelo Tribunal de Justiça de Goiás. No atual trabalho de Morais, a biografia do escritor Paulo Coelho, ele confessou não ser disciplinado para platéia cearense. ¿Não tenho hora para trabalhar, por isso não posso dizer que levo cinco ou três anos em um livro, fico trocando um projeto pelo outro¿, explica o autor. Outros projetos que têm rendido muita polêmica: a biografia do político baiano Antônio Carlos Magalhães (ACM) e um livro em que o ex-Ministro José Dirceu narra sua passagem pelo Governo Lula. Morais comenta sobre as críticas que recebeu ao defender a queda do ex-Ministro. ¿Nunca fui filiado ao PT, embora tenha estado a seu lado muitas vezes¿, explicou. Ele já foi militante do PMDB, partido a que é filiado há mais de trinta anos.