Ligação quase histórica
Já estava pensando, diante das declarações do senador Tasso Jereissati referente a aproximação do PT e PSDB, em escrever para este blog para informar ao leitor o fato curioso que poucos têm conhecimento. Foi lendo o livro do jornalista Ricardo Kotscho, Do golpe ao Planalto: Uma vida de repórter, que fiquei sabendo que em 1994, já havia a possibilidade de uma aproximação entre PT e PSDB. Declarou em seu livro Kotscho, ¿Diferente do que acontecera na campanha anterior, quando a escolha do vice se transformou numa novela, dessa vez Lula trabalhou durante todo o ano que antecedeu a campanha para formar uma aliança com o PSDB. Depois de vários encontros com ¿tucanos¿, os líderes cearenses Tasso Jereissati e Ciro Gomes vieram a São Paulo para um almoço com Lula na Cantina do Mário, restaurante próximo ao Instituto Cidadania, no Ipiranga. No final da conversa, ficou praticamente acertado o nome de Jereissati para vice, sonho de muitos petistas e ¿tucanos¿ que vieram trabalhando para unir os dois partidos. O que nenhum dos comensais sabia era que a mesma época, apesar de negar qualquer pretensão a se candidatar a presidente, Fernando Henrique Cardoso, ainda como chanceler do governo Itamar Franco, já mantinha negociações com líderes do PFL para formar outra chapa, que contava com apoio entusiasmado de importantes setores da mídia¿.
Curioso, não é? Hoje Jereissati diz que é o PT que procura uma aproximação com o PSDB devido os petistas estarem menos radicais. Será? Ou essa seria uma boa desculpa para aproximação sem que o eleitorado desconfiar do pragmatismo do PSDB. Creio que o PSDB é que se conscientizou que sem programas sociais e sem o povo não se chega mais ao poder tão fácil assim, ou seja, a política se faz com nos movimentos sociais. Isso será logo posto em prática, pode acreditar. Segue matéria do jornal
O Povo de hoje (27/05/2007).
Política
PT e PSDB: diálogo em 1994
http://www.opovo.com.br/opovo/politica/698348.html
As declarações do governador Aécio Neves (MG) e do senador Tasso Jereissati sobre a possibilidade de o PSDB vir a se unir no futuro ao PT chamaram atenção na imprensa nacional, mas não tratam de algo novo. Em 1994, a aliança entre as duas siglas para a eleição presidencial só não se viabilizou por causa do "radicalismo" do PT, afirma Tasso, que seria o candidato a vice-presidente na chapa do petista Luiz Inácio Lula da Silva. Na semana passada, em entrevista coletiva, Lula lembrou o fato e as sucessivas conversas que líderes políticos dos dois partidos fizeram na tentativa de concretizar um acordo eleitoral.
"Ele só errou a data", disse o senador, revelando que os sucessivos encontros, até semanais, que mantivera com Lula ocorreram em 1992. PSDB e PT estavam afinados na CPI que investigou as denúncias de corrupção do governo Collor. "Começou a nascer a possibilidade de uma aliança dada a essa proximidade. Esse acordo eleitoral era natural já que estávamos trabalhando juntos na CPI. Começamos a perceber que tínhamos pontos em comum", revelou Tasso, que recentemente foi recebido em audiência por Lula.
A aliança entre tucanos e petistas, no entanto, não vingou por conta da posição "radical" do PT. Inicialmente, os petistas se recusaram a participar do governo Itamar Franco, após o afastamento de Collor. A petista Luiza Erundina saiu do partido para participar do ministério. No cargo de ministro da Fazenda, o nome do tucano Fernando Henrique Cardoso começou a crescer. Ao mesmo tempo em que o PT se afastava do PSDB, o PFL, ao perceber que o Plano Real iria fortalecer o ministro, acertou a aliança com os tucanos.
O PT, por sua vez, liderou a campanha contra o Plano Real, lançado em 7 de dezembro de 1993. Mesmo entre os economistas e técnicos que formularam o programa econômico, havia dúvidas sobre as condições políticas para a sua implantação. Uma reunião que varou a madrugada, realizada em Brasília, decidiu pelo lançamento do Plano Real. Naquele momento, lembrou Tasso Jereissati, ficou claro que se o programa de estabilização desse certo, Fernando Henrique seria o candidato natural ao Planalto. "Jogamos o destino do PSDB naquele programa. E o PT virou oposição", enfatizou o senador. (com agências de notícias)
A sobrevivência política do legislador no baixo clero
Existem muitos parlamentares que não possuem cargos de visibilidade política no interior do legislativo
Foi incorporado no vocabulário político cotidiano o conceito de ¿baixo clero¿ para denominar o conjunto de parlamentares que não possuem cargos de visibilidade política no interior do legislativo. Longe de ser um conceito pejorativo, pertencer ao baixo clero é uma realidade que se impõe à imensa maioria dos legisladores. Isso ocorre porque, obviamente, não há lugar para todos nos cargos de projeção política. Em outras palavras, há mais legisladores do que cargos de comando no interior dos legislativos.
Ex-deputado Severino Cavalcanti foi um dos expoentes do "baixo clero" na Câmara dos DeputadosTodavia, é necessário que o legislador do baixo clero trace uma estratégia de sobrevivência política que lhe permita dar seqüência a sua carreira, seja na disputa por novos mandatos no legislativo, seja na disputa por prefeituras ou governos estaduais.
A realidade da centralização do poder decisório
Na maioria dos legislativos brasileiros (Senado Federal, Câmara dos Deputados, Assembléias Legislativas e Câmaras dos Vereadores) o poder decisório está concentrado nas mãos do líder partidário, que toma as principais decisões sobre a atividade legislativa em conjunto com os demais líderes em um órgão geralmente chamado de Colégio de Líderes.
O líder de partido é responsável, entre outras coisas, por indicar os membros titulares ou suplentes das comissões permanentes, das comissões especiais e das CPIs.
É o líder partidário que indica para a presidência da casas legislativas, os deputados de seu partido que farão uso da palavra durante as sessões legislativas. Isso significa que nenhum parlamentar pode subir a tribuna para discursar sem ser indicado pelo líder de seu partido.
Também é o líder do partido quem negocia com o executivo a liberação de verbas para atender as emendas individuais ao orçamento, ou seja, é o líder quem decide qual o deputado que será contemplado com recursos para sua base eleitoral.
Diante de tal centralização é forçoso concluir que os espaços para atuações individualistas no legislativo são pequenos. Nenhum parlamentar consegue incluir seus projetos numa pauta de votação sem o aval do líder.
Estratégia de sobrevivência política
Pertencer ao baixo clero significa estar longe dos holofotes. O legislador do baixo clero dificilmente é destaque em alguma matéria na imprensa, correndo o risco de que seus eleitores imaginem que o parlamentar está lá apenas para usufruir das regalias que tanta revolta causa na opinião pública. Nessas circunstancias, a melhor estratégia de sobrevivência política que o legislador do baixo clero pode adotar é se dedicar à comunicação com a base eleitoral.
A sobrevivência política do legislador no baixo clero
Isso não quer dizer que o legislador deva abandonar as oportunidades de ocupar cargos de maior prestígio no interior do legislativo, mas que sua atenção deve estar voltada fundamentalmente para sés eleitores.
É preciso ter em mente que há mais legisladores do que cargos de comando no interior dos legislativos
Para realizar tal estratégia, o parlamentar precisa intensificar seus roteiros de viagem de forma que possa estar presente nas regiões que lhe deram mais votos, sem se descuidar das obrigações formais que a vida parlamentar exige, entre elas a presença nas votações e a participação nas atividades das comissões.
Além disso, o legislador do baixo clero precisa pensar em formas de divulgar seu trabalho em prol de sua base eleitoral. Para tanto, a elaboração de panfletos e jornais, pode ser um canal, pois neles o parlamentar pode divulgar seu trabalho por sua comunidade e justificar a ausência de maiores resultados no fato de não pertencer à ¿elite¿ que controla o jogo. Com isso, o legislador reforça os vínculos com seu grupo de origem e se distancia da imagem negativa do legislativo.
Por fim, mas não menos importante, o cuidado com a correspondência é um aspecto fundamental na sobrevivência política de qualquer legislador, mas esse aspecto ganha relevância para aqueles que pertencem ao baixo clero.
É necessário que o legislador do baixo clero tenha em sua assessoria pessoas com a função de cuidar exclusivamente da correspondência com os eleitores. Esses assessores devem ser capazes de identificar as correspondências que exigem uma resposta pessoal do deputado, e as correspondências que podem ser respondidas pelos assessores. Contudo, é importante ressaltar que nenhum pedido ou convite podem ficar sem resposta, mesmo quando for para dizer que não será possível atender as solicitações.
As sugestões aqui propostas podem ajudar o legislador que não ganha visibilidade na mídia a garantir sua reeleição e, quem sabe, sua ascensão no interior do parlamento.
Fonte: www.politicaparapoliticos.com.br
1º de Maio: Com Lula, país tem mais emprego, melhor salário e maior renda
Os trabalhadores brasileiros têm muito a comemorar no próximo 1º de maio, data dedicada à sua luta histórica por melhores salários e condições dignas de vida.
1º de Maio, dia do trabalhador
Em 30 anos de luta após o início do movimento de reorganização sindical no Brasil, a classe trabalhadora vive agora o seu melhor período de vitórias.
Nos últimos quatro anos foram alcançadas importantes conquistas, como ganhos reais nos salários, ampliação significativa das vagas de trabalho com carteira assinada em todo o país, abertura de diálogo com todas as entidades sindicais, além da política de recuperação do salário mínimo que foi implantada pelo Governo Lula.
Em comparação com os oito anos de governo FHC, os avanços obtidos pelos trabalhadores nesse período são extremamente superiores. Basta conferir os números divulgados sobre todas as questões referentes ao mundo do trabalho para se ter uma idéia dessas transformações sociais.
Mais empregos
Nos primeiros quatro anos de governo Lula houve um salto de 4,651 milhões de novos empregos com carteira assinada e a expectativa, segundo o Ministério do Trabalho e Emprego, é de que haja um salto de 8,5 milhões de novas ocupações nos próximos quatro anos, contando com o conjunto do mercado brasileiro. Para se ter uma idéia do significado histórico dessas conquistas, durante os oito anos de governo do PSDB apenas 796.967 empregos formais foram criados.
E neste primeiro trimestre de 2007, uma outra boa notícia: o Cadastro Geral de Empregados (Caged), do Ministério do Trabalho, registrou em março deste ano a criação de 146.141 novos empregos com carteira assinada. O resultado, o melhor desde 1947, corresponde a um aumento de 91% em relação à geração de empregos com carteira assinada em março de 2006 e um aumento geral de 0,52% no número de trabalhadores regidos pela CLT no país.
Com a consolidação do Programa de Aceleração do Crescimento, o PAC, novos postos de trabalho devem ser criados, principalmente para a execução das obras de infra-estrutura que estão previstas na iniciativa, que tem como objetivo alavancar o desenvolvimento econômico e social do país.
Valorização do salário mínimo
O valor do salário mínimo atual acumula um crescimento nominal de 90% e incremento do valor real em torno de 30%, saindo de R$ 200 para R$ 380, o que amplia o poder de compra da classe trabalhadora. Assim, o governo federal colocou em prática uma política bastante efetiva de valorização do salário mínimo, que é uma reivindicação antiga dos trabalhadores.
A partir de deste ano, o salário mínimo terá uma política constante de reajuste até 2023, resultado de um acordo entre o governo e as centrais sindicais. Com isso, trabalhadores e governo não precisarão negociar todo ano o aumento do salário mínimo. A política prevê que a correção do salário será feita com base na variação da inflação e do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos anteriores. Por exemplo, o reajuste de 2008 será calculado pela inflação acumulada em 11 meses, mais a taxa de crescimento real do PIB de 2006.
Além disso, serão realizadas revisões do acordo a cada quatro anos por causa dos planos plurianuais do governo. A primeira ocorrerá em 2011. Outra mudança é a antecipação do pagamento do reajuste em um mês a cada ano. Em 2010, o aumento passará a vigorar a partir de janeiro. Essas alterações promovidas pelo governo Lula na política para o mínimo foram consideradas pelos representantes de todas as centrais sindicais como uma das mais importantes desde que o salário mínimo passou a vigorar no país.
De acordo com previsão do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), o salário mínimo de R$ 380 vai injetar na economia R$ 16 bilhões, proporcionando aumento do poder de compra dos trabalhadores e melhora na dinâmica do panorama econômico nacional.
Aumento recorde da renda
O IBGE anunciou na sexta-feira (27) os resultados da Pesquisa Mensal de Empregos (PME) que apontam uma alta recorde de 7,7% do rendimento médio real da população brasileira ocupada nas seis maiores regiões metropolitanas do país, assim como uma alta de 5% nos rendimentos na comparação entre março deste ano e março de 2006.
A alta, registrada na comparação dos resultados de fevereiro de 2007 com igual mês de 2006, foi a maior já calculada desde 2002 pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O resultado surpreendeu os pesquisadores do órgão e foi o maior da série histórica, totalizando R$ 22,5 bilhões.
Poder de compra dos salários
Segundo dados do Dieese, das 656 negociações de reajuste salarial no país em 2006, 96% garantiram a manutenção do poder de compra dos salários estabelecidos na data-base anterior, com reajustes iguais ou superiores à variação acumulada do índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Ainda segundo a pesquisa, 86% das negociações registradas no Sistema de Acompanhamento de Salários (SAS) do Dieese tiveram reajustes superiores à inflação, ou seja, foram conquistados ganhos salariais reais em relação ao ano anterior.
Combate ao trabalho escravo
O governo federal também vem executando um vigoroso combate contra o trabalho escravo em todo o território brasileiro, ação já destacada pela Organização Internacional do Trabalho (OIT).
O presidente da República criou no início do seu governo, em 2003, a Comissão Nacional para a Erradicação do Trabalho Escravo (Conatrae), que é formada por representantes de ministérios, instituições da Justiça e do Ministério Público e entidades da sociedade civil. Foi criado também um cadastro de empregadores responsáveis pela submissão de trabalhadores à escravidão, a chamada "Lista Suja".
Isso impede que esses empregadores tenham acesso a crédito em bancos oficiais e em órgãos como agências de desenvolvimento, além de informar e alertar a sociedade brasileira, à indústria e aos mercados consumidor, varejista, atacadista e exportador da existência de mão-de-obra escrava na origem da produção de muitas mercadorias que hoje são comercializadas no país.
Veto à Emenda 3
Em mais uma demonstração da sua preocupação com a defesa dos direitos dos trabalhadores e a preservação das relações trabalhistas, o presidente Lula vetou a Emenda nº 3 do projeto da Super Receita, aprovado pelo Senado Federal. A emenda proibia os auditores fiscais da Receita Federal de autuar ou fechar as empresas prestadoras de serviço constituídas por uma única pessoa, quando entendessem que a relação de prestação de serviços com uma outra empresa era, na verdade, uma relação trabalhista.
A emenda, que transferia para o Poder Judiciário a definição de vínculo empregatício, beneficiando profissionais liberais que atuam como pessoas jurídicas e as empresas que utilizam seus serviços, em substituição ao contrato de trabalho pela CLT, na prática também inviabilizaria fiscalizações do Ministério do Trabalho e Emprego nos casos de trabalho escravo.
O governo já anunciou que irá enviar um novo projeto ao Congresso para substituir a emenda e evitar assim uma possível derrubada do veto do presidente Lula, diante das pressões das grandes empresas de comunicação do país.
Fonte: Site PT Ceará