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Quinta-feira, Junho 28, 2007
 
Aprovação de Lula continua alta e atinge 64%, revela CNT/Sensus
A aprovação pessoal do presidente Luiz Inácio Lula da Silva é a melhor desde fevereiro de 2005, aponta pesquisa CNT/Sensus divulgada no dia (26).

De acordo com a pesquisa, 64% aprovam o presidente, contra 63,7% que tiveram a mesma opinião em abril. Em fevereiro de 2005, a aprovação era de 66,1%.
Os que desaprovam, na pesquisa atual, são 29,8%, contra 28,2% do levantamento anterior. Apenas 6,3% não souberam responder.
A avaliação positiva do governo também continua alta, em 47,5% - contra 49,5% da pesquisa de abril. Para 36,5%, o governo é regular (34,3% na anterior). Já os que fazem avaliação negativa caíram de 14,6% para 14%. “O que mantém a popularidade do governo é o funcionamento da economia, os programas sociais e o carisma do presidente Lula”, disse o diretor do instituto Sensus, Ricardo Guedes. A pesquisa ouviu 2.000 pessoas de 18 a 22 de junho em 136 municípios de 24 Estados. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos.

Pesquisa: Com voto em lista fechada, PT tem a preferência do eleitorado

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Terça-feira, Junho 26, 2007
 
Vale a pena essa análise feita pelo jornalista Erivaldo Carvalho



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A lição que Cid aprendeu
Erivaldo Carvalho

23/06/2007 14:07

Fórum Ceará: um diferencial entre as gestões Cid e Tasso (Foto: Alex Costa) Cid Gomes realiza no próximo fim de semana o que poderá vir a ser um importante diferencial de seu governo em relação à chamada Era Tasso Jereissati: o Fórum Ceará: idéias para um futuro melhor. A partir de dezenas de reuniões, mesas redondas e dinâmicas de grupo, realizadas no aprazível Beberibe, o Palácio Iracema colherá um conjunto de diagnósticos e prognósticos para o Estado. Para o evento, foram convidadas cerca de três dezenas de importantes figuras públicas, de praticamente todas as áreas. Os mais alvissareiros acreditam que Cid volta para Fortaleza trazendo na bagagem subsídios para se pensar o Ceará pelas próximas duas ou três décadas.

Potencialidades administrativas à parte, o Fórum é eivado de simbolismo político, daí a relação - no sentido de negação -, com o modelo implantado no governo do Estado nas últimas duas décadas. Maior ícone vivo da recente história política do Ceará, Tasso Jereissati chegou ao poder em 1986, no vácuo do Movimento Pró-Mudanças. Coordenada pelo empresário Amarílio Macedo, a mobilização era o braço civil da campanha do “galeguim-do-zói-azul”. Foram montados comitês específicos e grupos de trabalho diferenciados - discutindo e fazendo propostas para a Educação, Saúde e Ação Social, entre outras áreas. Dos debates participaram nomes como Pedro Albuquerque, Carlile Lavor, Eudoro Santana, Marco Penaforte...

Pois bem. Ato contínuo à apuração, o agito popular do Pró-Mudanças ainda estava nas ruas e o próprio Amarílio teria ouvido o seguinte de Beni Veras, um dos que arquitetaram o projeto político Tasso: “Amarílio, acabou a brincadeira. Dissolve essa história, manda a moçada para casa que a gente agora precisa trabalhar”. O episódio é contado em detalhes no O POVO do dia 18 de março de 2002, num balanço que o jornal fez dos então 15 anos da Era Tasso. Do corte brusco no processo de participação para cair no isolamento político foi questão de tempo. Que o diga o irmão do atual governador, o então líder de Tasso na Assembléia Legislativa, à época deputado estadual Ciro Gomes.

Num percurso diametralmente contrário ao de Tasso, depois que chegou ao poder, Cid Gomes chama representantes de setores sociais, políticos, econômicos e culturais para discutir o Ceará. Interlocutores de Cid Gomes avaliam que a iniciativa é vista pelo governador como um instrumento que pode acentuar as diferenças de perfil entre Tasso e o atual chefe do Executivo. É visto, inclusive, como a continuidade do processo iniciado durante a campanha eleitoral. No ano passado, a cúpula da coligação PSB-PT rodou o Ceará promovendo debates, cujas linhas gerais foram consolidadas no programa de governo.

Ressalte-se que o formato do Fórum Ceará não tem a mesma abrangência dos comitês do Pró-Mudanças, pela ausência de capilaridade ocorrida em 1986. O que não chega a ser um limitador preocupante, pelo potencial mobilizador e de formação de opinião de seus participantes. O encontro acontece durante três dias, mas a reverberação sobre o que foi discutido deverá se manter pelos próximos anos e campanhas eleitorais, haja visto que Cid, mais do que um governo de quatro anos, tem um projeto de poder para oito. E o mais importante: com frutos políticos que poderão ser colhidos a partir do que for plantado após a próxima sexta-feira.

É CID CÁ...
Mais do que apontar para o perfil conciliador de Cid Gomes, o amplo chamamento do Palácio Iracema para discutir o Ceará reforça a opção por um projeto de gestão, em detrimento da questão ideológica.

...E LULA LÁ
É o mesmo formato adotado pelo Palácio do Planalto. Lá, o morador mais ilustre montou um Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, sem dar atenção a cores partidárias ou segmentos sociais.

VÁ ENTENDER
Cid Gomes, do PSB, declara que vai apoiar Luizianne Lins, do PT, para a Prefeitura, no ano que vem. O presidente do PSB, Sérgio Novais, diz que isso é apenas uma "preferência pessoal" do governador. O presidente nacional do PSDB, Tasso Jereissati, diz ter preferênia por um nome do PSB, Patrícia Gomes. Ciro Gomes, do PSB, diferente do irmão, defende o nome de Patrícia. Ou seja, os irmãos Cid e Ciro não se entendem sobre quem vão apoiar, e os arquirrivais Sérgio Novais e Tasso parecem falar a mesma língua. E assim caminha a nossa política.

Fale com a gente: erivaldo@opovo.com.br


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Quarta-feira, Junho 13, 2007
 
13/06/2007

CIRO EVITA COMENTAR APOIO DO IRMÃO À REELEIÇÃO DE LUIZIANNE LINS

"Meu nome é Ciro Gomes!"

O deputado federal Ciro Gomes (PSB) evitou comentar, nesta quarta-feira, a declaração dada por seu irmão, o governador Cid Gomes (PSB), que admitiu, em entrevista ao O POVO, apoiar a reeleição da prefeita de Fortaleza, Luizianne Lins (PT). Ele chegou em cima da hora do vôo que o levou para Brasília, acompanhado de sua secretária particular, Joana Serpa, mas, mesmo assim, ainda foi abordado por este Blog.

Em clima de passos largos, Ciro Gomes, foi questionado a respeito do assunto:

Blog - Cid apoiando a reeleição da Luizianne é bom?

CIRO GOMES - Um beijo, abraço...se não eu perco o avião.

Blog - Mas isso não é bom?

CIRO GOMES - Perguntas pro Cid Gomes. Meu nome é Ciro Gomes! Eu sou o irmão mais velho dele.

Bom Lembrar: Neste ano, durante entrevista ao programa O POVO Quer Saber, da Rádio O POVO/CBN, Ciro chegou a dizer, sobre a prefeita Luizianne Lins, que estava com ela "até o talo!" Recentemente, sobre o episódio do referendo que Luizianne quer para a obra de construção da Torre Empresarial que o Grupo Jereissati quer instalar na área do Cocó, Ciro chegou a criticar a prefeita, defindo como "perseguição política" esse seu ato.

Clique aqui e leia

E por falar em Ciro, ele confirmou para as 15 horas desta quinta-feira seu primeiro pronunciamento como parlamentar. Vai abordar Conjuntura Nacional e PAC. É aguardar para ver se vai sobrar pra alguém...

Escrito por Eliomar de Lima às 10h16
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Segunda-feira, Junho 11, 2007
 

Leia abaixo artigo publicado originalmente na revista Carta Capital:

Será a mídia a guardiã da ética, anjo protetor do decoro, sentinela do Estado de Direito? Justificam-se vertiginosas dúvidas. No Brasil e no mundo, são poucos os órgãos midiáticos que ainda praticam o jornalismo à sombra dos velhos, insubstituíveis princípios: fidelidade canina à verdade factual, exercício desabrido do espírito crítico, fiscalização diuturna do poder onde quer que se manifeste.

A independência está em xeque sempre que os interesses do patrão e dos seus negócios, do poder político e econômico, obstam o cumprimento dessas regras. Ou, simplesmente, quando são atiradas à lata do lixo para atender às conveniências de uns e outros, ou de todos.

Há décadas avança o processo de afastamento do jornalismo do papel inicial de serviço público. No Brasil, a rota é diversa daquela percorrida em outros países (leia a reportagem de capa), em decorrência do nosso atraso, a nos manter em um tempo especial, suspenso, mas não equilibrado, entre Idade Média e contemporaneidade. São coetâneos, aqui, diretores de redação por direito divino e computadores da última geração.

Tomemos o exemplo da cobertura da mídia a respeito da Operação Navalha e do caso Renan Calheiros. Até parecerá, a olhos e ouvidos desavisados, que se trata de um balaio único de escândalos. São, porém, distintos. É bom que venham à tona, mas cada um deveria ser colocado no devido lugar. A denúncia, além de oportuna, é necessária, e agora é só esperar pela condenação dos culpados. No entanto, jornais, revistas e emissoras misturam tudo.

Chafurdam (oportuno, também, é evocar esse verbo) no denuncismo, no encalço da crise. Qualquer uma serve, desde que ponha em dificuldade o governo, ou tente pôr.

É um clássico da história do jornalismo nativo. A fúria midiática é, e foi, de mão só. Evitemos recuar demais, lembremos o mar de lama em que chafurdaram (voltei ao verbo) Carlos Lacerda e sua UDN, até levar Getulio Vargas ao suicídio. E recordemos as campanhas anti-Juscelino, ou pró-Jânio Quadros, o fio desencapado da hora agarrado para impedir a eleição do marechal Lott.

Havia um ranço udenista até então. Mas quando se tratou, primeiro, de torpedear a legítima posse de João Goulart depois da renúncia de Jânio, e menos de três anos depois de derrubá-lo, a mídia estabeleceu o consenso total, sonho dourado da nossa oligarquia. E convocou os gendarmes para o golpe de 1964, a terceira, imensa tragédia brasileira, depois da colonização predatória e da escravidão.

A mídia não hesitou na agressão ao Estado de Direito, e omitiu-se, e mentiu, 21 anos a fio, até o momento em que a ditadura fardada se esvaiu em seus próprios erros e contradições. A adesão à campanha das Diretas Já foi lenta e parcial, e ao cabo não houve jeito de escapar à rendição à vontade popular. Poucos, porém, enxergaram nas indiretas uma derrota.

Em 1989, o fio desencapado foi Fernando Collor, valia tudo contra o Sapo Barbudo. O novo presidente passou a exigir pedágios cada vez mais elevados, até a célebre CPI sem provas da corrupção denunciada pelo irmão. Não passaria de um chega-para-lá , não fosse o motorista Eriberto, que apresentou a demonstração inegável da ligação entre a Casa da Dinda e PC Farias. E então desencadeou- se a pantomima das manifestações pró-impeachment, orquestrada pela inefável Globo.

Depois, o apoio irrestrito e enamorado a Fernando Henrique Cardoso. Roberto Marinho acreditou cegamente na sua colunista Miriam Leitão, segundo quem a estabilidade, bandeira da campanha da reeleição, era donzela inviolável. Deu-se, contudo, o maior engodo da história eleitoral brasileira, 12 dias depois de empossado FHC desvalorizou o rublo, perdão, o real.

A mídia condescendeu, assim como ocorreu quando das privatizações, de, no mínimo, duvidosa feitura. Quem sabe valesse perguntar o que pensam a respeito alguns dos mais atilados articuladores fernandistas. Digamos, o Mendonção, bem-posto cidadão escorado por filhos criativos. Ou André Lara Resende, que hoje vive em uma quinta em Portugal e monta em Londres na sela de cavalos conduzidos até lá de avião. Houve tempo em que os coronéis nativos levavam vacas para Paris, a fim de garantir leite matinal.

E a mídia? Impassível. Só emerge da expressão de Buster Keaton quando se trata de fazer campanha a favor de José Serra ou de Geraldo Alckmin. Contra Lula, ainda e sempre o Sapo Barbudo. E por aí o bombardeia, sem pausa ou refresco, por um ano e meio para verificar, finalmente, que as bombas caíram n¿água.

Há quem diga que denunciar escândalos pode ser fenômeno promissor. Pensamento similar àquele de quem supõe que pena de morte reduz o número de assassínios. A mídia brasileira até hoje não traiu a si mesma e às suas tradições. Se há algo positivo neste quadro é a vitória exuberante de Lula no ano passado contra a mídia, antes de ser contra Alckmin.

Eles próprios, os jornalistas e seus donos, deveriam constatar que não chegam lá, ao contrário do ocorrido no século passado. Às vezes me pergunto se a mídia cogitaria substituir os partidos, em plena falência, ou se acredita que a substituição já se deu. Recomenda-se não esquecer que partidos se consolidam no voto. A julgar por 2006, convém à mídia repensar a si mesma.

Mino Carta é jornalista.


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Domingo, Junho 10, 2007
 
Especialista explica o significado da simbologia dos nomes, logomarcas e números dos partidos. PT perde a identidade


Em tempos de campanha eleitoral, os nomes, logomarcas e números dos partidos políticos ganham destaque. Entretanto, o eleitor tem dificuldade de relacionar o partido aos seus símbolos. Para o professor de administração e especialista em marcas Mauro Calixta Tavares, a observação mais cuidadosa desses símbolos pode ajudar o eleitor a definir seu voto. Os significados, representações e evoluções das marcas mostram quem são os partidos, por onde pretendem caminhar e até mesmo quais são suas contradições, assinala o professor, mestre pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

¿No Brasil, a marca partidária segue a mesma tendência verificada com a marca de bens e de serviços. Essa tendência é a de grande proliferação, ao mesmo tempo em que poucas se distinguem das demais, conseguindo uma projeção maior. O posicionamento e a distinção das marcas existentes são dificultados em meio à grande disponibilidade de siglas partidárias ¿, afirma Calixta, explicando a dificuldade do eleitor de associar o partido à sua marca. Ele lembra que o PT é uma das poucas legendas que conseguiu fixar sua marca, a estrela vermelha, junto ao eleitorado.

Na opinião de Calixta, é comum as marcas e suas representações originais perderem ¿o poder de comunicar¿, na medida em que os partidos mudam de rumo e de ideologia. ¿O significado que a estrela do PT tem, atualmente, para a classe operária é diferente do que tinha no surgimento do partido. As mudanças podem ser ou não incorporadas à marca. O PT, por exemplo, tem usado mais o verde e o amarelo¿, observa.

No estudo realizado pelo professor, as marcas dos partidos foram reunidas em três grupos distintos. O primeiro é composto pelas siglas que possuem características nacionalistas, como as cores verde e amarelo e a bandeira do Brasil. O segundo grupo é composto pelas legendas consideradas mais ideológicas e posicionadas à esquerda, em cujas as marcas predomina a cor vermelha. O último grupo é constituído por partidos que possuem símbolos considerados ¿difusos¿ ou ¿muito específicos¿, como o PL e o PV.

O primeiro grupo, formado pelo PMDB, PFL, PSDB, Prona, PRTB, PSDC, PTN e PSL, segundo Calixta, tem como denominador comum a ausência de traços ideológicos e, ao mesmo tempo, uma forte identidade brasileira. São comuns, além das cores verde e amarelo, as imagens do céu, do sol e da bandeira. Já no segundo grupo, que reúne o PTB, PDT, PT, PCdoB, PSB, PMN, PPS, PSTU, PCB, PCO e PSol , aparecem a estrela, a foice e o martelo, símbolos revolucionários, e o vermelho.

¿A grande diferença é que não há no primeiro grupo a leitura de um ideal, enquanto no segundo essa sugestão é imediata. Fica clara a preocupação com a relação capital e trabalho¿, explica o professor, para quem as marcas mais ideológicas nem sempre são compreendidas pelo eleitorado, embora sejam bem aceitas pela militância. De acordo com Mauro Calixta, as marcas das legendas do primeiro grupo se confundem dentro de ¿uma perspectiva ampla e abstrata¿, enquanto as do segundo, mesmo tendo traços comuns, ¿guardam características muito particulares, que distinguem as várias correntes da esquerda brasileira¿.

A união das siglas também foi analisada pelo professor. Ele avalia que a união de uma marca do primeiro grupo com uma do segundo tem mais impacto para o eleitor do que a junção dentro de um mesmo grupo. ¿A diversidade resultante da união de símbolos diferentes contempla uma grande gama de anseios da população. Desse ponto de vista, a aliança das marcas do PT e do PMDB é muito forte. Enquanto o PSDB e o PFL, por serem muito parecidos, se confundem e, da perspectiva da marca, produz uma coligação menos expressiva¿, destaca o pesquisador.



Nomes, marcas e números

Grupo 1


PMDB 15 ¿ Os traços verde e amarelo feitos a mão sugerem construção e sentimento de nacionalidade. A chama em vermelho, em meio ao ¿M¿, remetem à idéia de energia e vitalidade.

PFL 25 ¿ O recorte da bandeira do Brasil sugere o sentimento nacionalista. O branco do ¿PFL¿ expressa a paz e a harmonia.

PSDB 45 ¿ As cores, azul, amarelo e branco, e o tucano, ave que é tida como a mais brasileira delas, reforçam a idéia de patriotismo. Contudo, no folclore brasileiro, o tucano é uma ave que tem um bico muito maior do que o corpo e, às vezes, tem que escondê-lo para evitar a idéia de desproporcionalidade.

Grupo 2


PT 13 ¿ A estrela indica a ligação como os movimentos revolucionários (revolução cubana) e ainda pode ser entendida como sabedoria, distinção e luz própria. A cor vermelha também remete a outros partidos, de origem comunista e proletária.

PCdoB 65 ¿ Mostra uma clara orientação pelos princípios do comunismo ao reproduzir a foice e o martelo, que representam o operariado e o campesinato.

PSB 40 ¿ Possui as cores vermelha e branca, delineando a relação capital e trabalho, e usa a pomba com o ramo de oliveira no bico para simbolizar a paz.

PDT 12 ¿ A mão estendida com uma flor representa um aceno afetuoso, sugerindo fraternidade e solidariedade, símbolos do socialismo.

PPS 23 ¿ A bandeira ao vento com sua sigla indica movimento. O vermelho confirma o caráter socialista. Não guarda identidade com o partido de origem, o PCB

PSTU 16 ¿ Bandeira semelhante à do PPS, com pequenas modificações. Apesar de ser um partido originado em uma dissidência do PT, não lembra o símbolo petista.

PCO 29 ¿ Tem o seu ¿O¿ em formato de engrenagem para simbolizar o ambiente fabril e o movimento operário.

PSol 50 ¿ Além do ¿O¿ em forma de engrenagem, apresenta o sol como símbolo da orientação da luz e do calor. As linhas fracas sugerem um partido em construção.


















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Quinta-feira, Junho 07, 2007
 
Dicas e curiosidades por Franklin Martins sobre as características dos jornalistas que cobrem política

De acordo com Flanklin Martins, os jornalistas que cobrem política acabam conhecendo todos os cacoetes dos políticos. Por isso muito cuidado com eles, ou melhor, não pense que será fácil enganar um. Veja as observações por ele feitas: ¿Tancredo Neves costumava morder a ponta da gravata quando se irritava com o interlocutor. O General João Batista Figueiredo era mais óbvio: levantava a voz. Já Paulo Maluf levanta o queixo, em postura desafiadora. Marco Maciel, quando fica nervoso, põe-se a mastigar pedaços de gelo. José Sarney tem uma reação alérgica, com manchas vermelhas que começas no nariz e espalha-se pelo rosto. Fernando Henrique passa a falar mais rápido e mais fino, exatamente como fazia o viajando Henrique Cardoso do Casseta e Planeta. Ulisses Guimarães costuma fechar os olhos antes de responder a uma pergunta embaraçosa. Lula coça a barba quando o assunto o incomoda¿.

Um jornalista é basicamente, um curioso, um sujeito que desconfia, um profissional que duvida do que lhe está sendo dito ou apresentado como a verdade absoluta. O jornalista quem tem como hábito se contentar com a primeira versão oficial, tem que mudar de hábito se quer ser um bom jornalista. No fundo, fazer perguntas é uma forma de ler, ou como sugeriu Kafla, é a forma mais plena de ler. Por isso mesmo, um bom jornalista não se contenta só em ler o que está escrito, mas busca ler nas entrelinhas, ler o que não está nas palavras e, muitas vezes, está escondido nas palavras.
A palavra sempre esconde mais do que revela. Daí a importância de enxergar o não-escrito escondido no escrito, o não-dito camuflado nos dito. Parece complicado, mas não é. Trata-se apenas de uma habilidade específica. Depois de adquirida, é possível exercê-la sem maiores esforços.

Martins ainda afirma que, um bom jornalista precisa interessar-se de forma permanente pelas linguagens não escritas e não faladas. Um repórter, ao entrevistar um político ou um banqueiro, não deve se limitar a recolher suas declarações. Tão importante ou mais importante do que o que disse o entrevistado é como ele disse, se exprimiu com arrogância, sinceridade, raiva, insegurança ou malícia. O lema é o seguinte: se o repórter, ao ouvir a declaração de um ministro, teve a sensação de que ele não estava sendo sincero ou a certeza de que ele não dominava o assunto sobre o qual discorria , deve encontrar um jeito de transmitir essas informações para o leitor.

Exemplo: Como relata Martins, há pouco tempo, na inauguração de uma obra, o presidente Lula, depois de chupar uma bala, discretamente, como quem não quer nada, jogou o papel no chão, atrás da cadeira em que estava sentado. A foto saiu em alguns jornais. Houve quem achasse que a imprense estava de marcação com Lula. A opinião de Martins foi outra: Presidentes são símbolos e funcionam como exemplo. Suas pequenas escorregadas devem chegar ao conhecimento dos leitores. Da mesma forma que seus gestos positivos Esse último eu, Claudia, acho pouco provável que a imprensa divulgue. Acredito que, ser uma pessoa simples e do povo, com costumes simples e gestos modestos é o que o povo gosta (assim como é Lula). Mas, daí ser mal educado... Realmente jogar papel no chão não é dos gestos mais civilizados, principalmente para o pessoal da região Sul.

Referência
1. MARTINS, Franklin. Jornalismo Político. São Paulo, Contexto, 2005.
2. Conexão Política. Acesso em 15 de jan. 2006 <http://www.franklinmartins.com.br/>.
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Quarta-feira, Junho 06, 2007
 

--- Comandante Y escreveu:

Imprensa, ícone de transparência!

Ninguém mais do que os meios de comunicação falam com tanta ênfase da necessidade da existência destes para a promoção da informação e da transparência de
tais informações. Será mesmo? Se este é o nobre objetivo dos meios de comunicação por que a globo não divulga o seu faturamento? Ela faz grande algazarra em relação ao salário dos políticos o que eu também acho um absurdo, más, o salário dos integrantes da globo quanto custa? Peço que não me venham com demagogia do tipo: ah! O salário dos deputados é pago com o dinheiro público, já o da família global é privado, portanto não é da conta de ninguém.

Aparentemente os meios de comunicação não teriam a responsabilidade de prestar contas públicas, todavia na condição de dona da verdade e de ícone da ética e da moral e como também de querer se meter em tudo, inclusive fazer o papel de juiz está na obrigação de dar o bom exemplo, em segundo lugar, os meios de comunicação funcionam através de concessão do estado, com o agravante de que este mesmo estado é uma das fontes financiadoras da mídia. Se o papel dos meios de comunicação é o de dizer a noticia e dizer com transferência, por que não se diz quanto é o faturamento desses grandes meios de comunicação e quanto eles recebem do estado brasileiro? Todavia não se divulga nada, o faturamento dessas empresas é mais secreto do que qualquer segreda de estado.

Está errada a transparência de que tanto falam, tem que servir pra todo mundo, principalmente para mídia, haja vista que grande parte dos recursos captados pela ela vem do poder público; portanto os altos salários dos jornalistas e das atrizes lindas e maravilhosas são pagos também pelo povo brasileiro.

Autor: Antonio Ibiapino
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